Escárnio e bem dizer
quinta-feira, setembro 30, 2004
 
"Nunca me esqueci de ti" (Rui Veloso)

"Bato a porta devagar,
Olho só mais uma vez
Como é tão bonita esta avenida...
É o cais. Flor do cais:
Águas mansas e a nudez
Frágil como as asas de uma vida

É o riso, é a lágrima
A expressão incontrolada
Não podia ser de outra maneira
É a sorte, é a sina
Uma mão cheia de nada
E o mundo à cabeceira

Mas nunca
Me esqueci de ti

Tudo muda, tudo parte
Tudo tem o seu avesso.
Frágil a memória da paixão...
É a lua. Fim da tarde
É a brisa onde adormeço
Quente como a tua mão

Mas nunca
Me esqueci de ti"

Nem vou esquecer (Maria)

 
Ora para o que me havia de dar... pesquisar asneirada na internet para ver se alargo o meu vocabulário...

Vai dormir Maria que o teu mal é sono!
 
AH! descobri uma coisa tão gira para o facto de achar que elas às vezes não chegam. Foi isto:

Birige’
Kussunda
Locuto
Lokutwe
Loku-tata-weno
Mexôxo
Mexôxoué
Sunje
Tugitué
Tsunjanoco
Uengue
Uenguêué

E pronto... foi o momento cultural badalhoco... ou então não porque não vou explicar nenhuma delas. Claro que vocês podem sempre fazer uma pesquisazinha na internet e cultivarem-se um pouquinho (e também encontrarem umas expressões para dizer a quem vos aborrecer).
 
diziam-me há pouco tempo que a língua portuguesa é talvez aquela que tem mais asneiras e expressões de calão. Porque é que eu, às vezes, sinto que não chegam?
 
vou ali fazer uma pesquisa a ver o que encontro numa coisa e não têm nada a ver com isso, ah pois não!
 
Olha ele de volta! olha olha! e agora, hein?
 
Eu hoje estou de mau feitio. Pronto! e tenho dito e não me macem os miolos!
 
Não chuto, não chuto. Pronto!
 
Não há nenhuma regra que diga que é feio teclar com a boca cheia?
 
Tostas e queijo fresco. Já volto.
terça-feira, setembro 28, 2004
 
Passei-te os dedos pela cara e sorriste com aquele sorriso carinhoso tão teu. Julgo que te perguntas porquê?... Sabes e não sabes responder, um pouco como eu. As coisas entre nós são tão estranhas que, por vezes, penso que não deveriam ser assim. Mas foi mais forte do que eu e acabou por ser mais forte do que tu.
Falas-me de ti com a naturalidade de quem fala de algo que é suposto eu conhecer. Esqueceste-te? Acho que sim e gosto tanto de sentir isso. Tal como a forma como te diriges a mim.
Destruiste totalmente as barreiras. Por vezes penso que sou eu quem as tenta manter mesmo não querendo. Mas preciso de tempo para me adaptar. E quando reparas que acabas de passar para um lado onde eu pensava que não estavas, recuas. Recuas um pouco só e eu sinto que nem queres ou sentes esse recuo, apenas o fazes porque achas que tem de ser. Pensei, por duas ou três vezes (já nem me lembro quantas barreiras levantaste), dizer-te: "deixa-te ficar, assim está bom". Mas, e depois? depois eu teria também de destruir aquelas barreiras que ainda tenho e não me sinto preparada para isso... é tão estranho... tão estranho, e tão bom!

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