Escárnio e bem dizer
quinta-feira, setembro 16, 2004
 
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quarta-feira, setembro 15, 2004
 
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Disseram-me que era normal que te compreendesse mais, que quisesse resolver conflitos passados e que te tivesse como referência, como modelo. Não! não contigo. Será que não entendem que contigo é diferente. Não que não tenhas coisas boas, que poderão servir de alguma referência. Tens, claro que tens. Mas os conflitos não se resolvem assim só porque é "normal". Não sei o que é a normalidade. E sim, compreendo. Até te compreendo, talvez bem de mais. Compreendo os porquês, compreendo as mágoas, compreendo as frustrações, mas não aceito. O problema é esse. A mim é que tu não compreendes, não compreendes porque te sufocas em ti mesmo, porque olhas demasiado para dentro porque o "normal" é que seja eu a compreender e aceitar. E não compreendes que não aceite. E eu não posso fazer mais nada para resolver tudo isto.
Ficamos assim, está bem? mas agora, deixa-me em paz.
segunda-feira, setembro 13, 2004
 
Cobarde. És cobarde. Quando o teu poder de argumentação se baseia na chantagem emocional, não passes de um cobarde da pior espécie, um chantagista frio e calculista que não merecia ser amado. Não, não merecias.
Pisas quem te apetece pisar, feres quem te apetece ferir, ofendes, deitas abaixo, destróis. Toda a vida fizeste isso e, no entanto, tens a coragem de apontar o dedo acusador a quem te ama fazendo uma baixa chantagem emocional. Não mereces ser amado. Acho que é mesmo esse o teu medo. No fundo sabes bem o que fizeste ao longo da vida. No fundo, sabes que não mereces que te perdoem, que te amem, que acreditem em ti. Porque tu, tu não sabes amar. Só sabes possuir e viver por interesse. "amar" por interesse. Possuis, ou queres possuir quem te ama, sem amares. Interessas-te e dedicas-te naquilo que pensas ser "de alma e coração" a quem te interessa, a quem te dá nome, ou posição. E sabes que mais? Essas pessoas acham mesmo que és assim... bondoso, sincero, honesto, com um grande coração e uma enorme capacidade de amar. E achas que isso é amor... falas no "maior amor que existe". Falas dele de boca cheia como se o que dizes fosse verdade. Mas não é. Tu não sabes amar, só possuir. E odeias sentir que perdes a posse. Odeias. Por isso fazes chantagem emocional e por isso não mereces que te amem... Mas infelizmente há quem o faça, ou será que não há? Será que te amam ou que sentem a obrigação de o fazer e por isso fingem fazê-lo? Será que continuam ao teu lado por necessidade ou pena?... Não sei. Nem tu alguma vez o irás saber.
Sabes que mais? Por vezes tenho tanto tanto medo de ser como tu...
domingo, setembro 12, 2004
 
Desculpa a dor que te coloquei no peito. Eu sei que fui cruel, mas teve de ser. Porque não reages quando deves reagir?
Olhaste-me com os olhos cheios de raiva, mas senti que essa raiva logo se transformava em mágoa e a mágoa não te deixou reagir. Reage, bolas! sabes o quanto me custa dizer o que disse? sabes o quanto custa saber que te vou provocar dor? tudo para que reajas, para que possas enfrentar as tuas emoções, as tuas raivas. Estou preparada para isso... mas tu não, não é? em que raio de prisão te mantiveram? em que raio de prisão onde os sentimentos são mal vistos, onde apenas te deixam mostrar aquilo que alguém quer que mostres? Será que já te amaram por aquilo que és? Será que alguém te aceita, ou sequer tentou conhecer-te? Será que te mostras a alguém?

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