Escárnio e bem dizer
sábado, julho 31, 2004
 
Há imagens que nos inspiram:



AI AI!

quinta-feira, julho 29, 2004
 
Quase

"Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas ideias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até para ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé move montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos, chance; para os amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti. Gasta mais horas a realizar do que a sonhar, a fazer do que a planear, a viver do que a esperar porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."
Luiz Fernando Veríssimo

 
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E confesso que coloquei o sim numa só para não ficar a zero... pronto às vezes até acontece, mas não é sempre. Acho que devia ser mais viciada no blog.

quarta-feira, julho 28, 2004
 


"Uma nova tragédia humanitária está em curso em África. E numa região de que poucos ou nenhuns terão ouvido falar: Darfur. Fica no sudoeste do Sudão e é palco de uma ofensiva de milícias árabes (árabes que na região integram sobretudo comunidades de pastores), aparentemente apoiadas pelo regime islâmico de Cartum, que se traduz numa campanha de limpeza étnica contra as comunidades negras (formadas sobretudo por agricultores) e que se tinham rebelado."

Continuem a ler

terça-feira, julho 27, 2004
 
Eu cá não gosto de jogos de faz de conta. E acho que tens talento para saltos mais altos e se eu visse um livro chamado  "100Nada" ou "O meu filho e eu" de Catarina Campos , podes ter a certeza que comprava.

Não me enganei no nome, pois não? e desculpa lá a publicidade e exposição, mas olha a culpa é tua que não metes comentários no dito post... pronto.


 
Olhei pela janela e exclamei:

PORRA QUE ESTÁ CALOR!

Meti-me dentro de casa e liguei o ar condicionado. Fiz um chá e coloquei-o no frigorífico para beber mais tarde. Sentei-me ao computador e fui ler blogs, li:

"Em dias assim, não há nada melhor que foder alarvemente...corpos a pingar, a pintarem-se um ao outro de suor, a provarem o sal quase em sangue da pele."

Ri que nem uma perdida e pensei que era um optimo conselho.

Passou o fim de semana e mal saí de casa. Fiquei sem tempo para nada. Hoje estava mais cansada do que estava na sexta-feira à tarde... deve ter sido o calor.


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