Escárnio e bem dizer
quarta-feira, abril 07, 2004
 
Quando sei que vou estar contigo parece que o dia se ilumina. Sinto-me melhor, mais confiante com uma vontade louca de te falar.
Adoro quando me olhas com um sorriso no olhar. Quando ficas contente por mim com cada uma das minhas pequenas ou grandes vitórias, como se elas fossem também tuas. A verdade é que acho que sem ti não tinha tido nenhuma vitória nos últimos tempos, ou talvez as tivesse mas nem as notava... tal como toda a minha vida. Alegras-te com as minhas pequenas ou grandes vitórias como nunca ninguém fez e, por isso mesmo, eu nunca lhes dei importância.
Foi isso que me fizeste. Ensinaste-me a dar importância às pequenas coisas que faço. Ensinaste-me a reparar em mim. Ensinaste-me a ter auto-estima apenas porque gostas de mim e ficas feliz por mim com aquelas coisas que eu aprendi, com a vida, a fingir que não têm importância.
Imaginas o que senti a primeira vez que deste importância a uma delas. Questionei: «porquê?» nunca ninguém tinha dado, nunca ninguém tinha demonstrado e eu vivi sempre olhando apenas para a sombra daquilo que fazia em vez de olhar, com orgulho, para aquilo que fazia.
Por um lado foi bom. Por outro fez-me sentir amargurada pelos aplausos que nunca me deram, pelo insegura que me tornaram... e hoje, agora, não será tarde demais?
Por isso preciso de ti... de te falar. De sentir o teu apoio.
 
Talvez tenha apenas medo de te falar.
 
Mais um dia pensei em ti, mais um dia senti a tua falta, mais um dia não te liguei. Porquê?

Porque não tenho nada para te dizer...
 
mais um dia.
 
Passou...
terça-feira, abril 06, 2004
 
Não tenho nada para te dizer e no entando sinto tanta falta de te dizer tanta coisa.
Sabes, apetece-me chorar. Chorar porque sinto que te perco sem te perder, sinto que te tenho sem te poder ter.
Estás tão longe. E no entando era tão simples estares perto. Odeio a condição que nos une. Era tão simples se fosse diferente. Se fosses outra coisa na minha vida. Assim não. Tenho de manter uma distância que não quero, e acho que nem tu queres. Mas sabemos que a aproximação que sentimos não a podemos ter. Não é ético.
O pior é que sei que se desistíssemos do que temos para termos o que não temos, perdiamos o que temos e não alcançávamos o que não temos. Porque, por muito que sintamos que temos mais do que temos, a verdade é que se deixarmos de ter o que temos, perdemos qualquer outra coisa que pudessemos ter... sim, eu sei, são palavras confusas. Mas não tão confusas como os sentimentos que as originam.
 
Penso ligar-te todos os dias e todos os dias adio para amanhã.

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