Escárnio e bem dizer
sexta-feira, dezembro 26, 2003
 
Passou o Natal.

Quem tem crianças em casa sabe da magia que esta época tem para elas. Quer acreditem ou não no Pai Natal (principalmente se acreditarem), elas esperam ansiosamente a chegada das prendas. Contam os dias, sorriem e acham tudo maravilhoso. Como se, de repente, o mundo deixasse de ter problemas e tudo fosse perfeito, por um dia.

Quem tem crianças em casa, por vezes, consegue sentir o mesmo. Consegue entrar naquele espírito, ser invadido pelo sorriso da criança e sentir uma magia qualquer no ar.

Não entendo porque há-de ser apenas por um dia. Há tanto "presente" que se pode dar dia a dia. Tanto presente não materialista que podemos oferecer-nos a nós, todos os dias. Basta sentirmos toda a vida como o acto mágico que é. O Natal não tem magia. O Natal não passa de um tradição cada vez mais materialista. Mas a vida tem magia desde o momento em que é concebida até ao momento em que acaba. Porque não entendemos isso de uma vez e a vivemos com um sorriso no rosto todos os dias sentindo como, aquele dia, é especial (porque o são todos).
segunda-feira, dezembro 22, 2003
 
Odeio-te por te amar tanto!
 
Mais memórias:

Terça-feira, Agosto 26, 2003

Adoro gavetas. Adoro baús. Enfim adoro tudo o que nos permite fechar as coisas e esquecermo-nos delas. Depois adoro ir lá, muito raramente, escarafunchar para ver o que encontro.
É engraçado como podemos ter sensações nostálgicas ao encontrarmos fotografias que não víamos há não sei quantos anos, ao lermos cartas que nunca enviámos a pessoas que acabámos por perder. Este último ponto deixa-me a pensar no que teria acontecido se aquela carta, que acabei por lançar no fundo de uma gaveta em vez de a lançar no correio, teria alterado em alguma coisa o destino daquela amizade que acabou por perder-se ou daquele amor que desapareceu.
Leio, releio e penso que o mais provável era não ter evitado o término da relação, mas sim ter prolongado a sua existência, a mágoa sentida e a humilhação passada.
Lembro-me que me aliviou escrevê-la na altura. Uma altura em que não existiam blogs. Afinal estes posts não passam de cartas atiradas para uma rede que um dia um qualquer «bug» irá engolir... talvez a carta atirada para o fundo de uma gaveta seja mais eterna.
@ //Bloggado às 12:43 AM

 
Ora então vou-me de férias. Ou então não vou!

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