Escárnio e bem dizer
sexta-feira, dezembro 19, 2003
 
Então e o Pai Natal? (gosto mais desta parte)

A informação que se segue tem o rigoroso patrocínio do site http://www.douronet.com/temas/natal/

"Há muitos, mas mesmo muitos anos atrás, por volta do ano de 280 nasceu aquele que viria a ser mais tarde bispo de Myra, cidade da Turquia (hoje chamada de Demre). Após a sua morte foi santificado e chamado de São Nicolau, padroeiro das raparigas solteiras, dos pescadores, dos estudantes e dos prisioneiros, entre outros.

De entre os seus inúmeros milagres relata-se:
... ter trazido à vida uma criança já morta;
... ter salvo 3 marinheiros do afogamento durante uma tempestade;
... ter impedido o executor e ter salvo a vida de um prisioneiro;
Diz-se ainda que de forma anónima costumava oferecer prendas às crianças, deixando-as pousadas na beira das janelas. (havia de ser hoje! tinha logo a PJ à perna)

Apelidado pelo povo da Rússia de "O Milagreiro", São Nicolau foi desde sempre ao longo dos séculos adorado pela generalidade dos povos da Europa. Por volta do início do século XIV, em França, é pela primeira vez simbolicamente associado ao acto das ofertas, e julga-se que nessa época terá começado o actual mito moderno de Pai Natal e de santo "presenteiro".

A actual imagem do Pai Natal foi inventada pela empresa Coca-Cola nos anos 30. Nesse tempo, segundo alguns pesquisadores, a Coca-Cola procurava uma forma de aumentar as vendas dos seus produtos durante o inverno, altura do ano em que se verificava uma enorme quebra na venda dos refrigerantes. Contactaram então um conhecido ilustrador publicitário da época, de nome Haddon Sundblom, que criou uma série de memoráveis desenhos que recriavam e renovavam a antiga e algo tristonha imagem de Saint Claus, transformando-o numa versão bastante "rechunchuda" e colorida, vestido de traje de cor vermelha com orlas brancas de peluche e segurando uma Coca-Cola na mão."
 
Como surgiu o Natal?

Foi no século IV (depois de Cristo, naturalmente) que se começou a celebrar o nascimento de Jesus Cristo, surgindo o Natal. O papa da altura era o Júlio I (isto para uma gaja que não liga nenhuma à igreja tem muito que se lhe diga) e este papa (papa tem de ser escrito com letra maiúscula ou pode ser assim? Bom, se calhar é melhor a maiúscula porque se não confundem com comida)... estava eu a dizer que, não se conhecendo a data de nascimento de Cristo, o Papa Júlio I escolheu o 25 de Dezembro de modo a cristianizar esta data, já que a mesma coincidia com os festejos pagãos da Saturnália dos romanos e das festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno (a igreja sempre a tentar acabar com as festas na vida das pessoas). Em alguns lugares começou a celebrar-se o nascimento de Jesus no dia 6 de Janeiro, mas depressa se associou a data à chegada dos reis magos e se esqueceu o assunto. Porém, aqui a vizinha Espanha (se não estou em erro), apesar de fazer jantares de consoada e essas coisas todas para celebrar o nascimento de Cristo a 25 de Dezembro, só abre os presentes no dia 6 de Janeiro uma vez que, se for essa a data da chegada dos Reis Magos, será também essa a data da chegada dos presentes (tem lógica ou não?).
 
É verdade! férias de natal! rever a família, viagem de fim de ano... passagem de ano em outras paragens. Que bom! adoro esta época.
 
Porque te escondes? Porque tens medo de te assumires tal como és?
Passas a vida a criar personagens que adaptas a cada ambiente. Tens uma personagem diferente para diferentes ocasiões e, no entanto, quando decides mostrar-te tal como és, é quando te admiram e amam mais. Porque essa és tu, em toda a tua naturalidade e sem "teatros". Assume-te! não tenhas medo de ser.
Podes passar toda a tua vida a tentar fugir sempre que as coisas correm mal, mas nunca conseguirás fugir de ti mesma, por isso mais vale saires da toca e mostrares-te. Que mal pode acontecer?
 
- Preciso de ti!
- Não, minha querida, não é de mim que precisas, tu precisas de ti. Precisas de te encontrar.
 
Memórias de sentimentos actuais:

Tenho tanta coisa presa na garganta com vontade de correr até aos dedos e sair disparada em forma de letras aqui no blog e não sei como começar...
 
Ranham nham, ranham nham e coiso e tal e coiso e tal, ou então não!
 
Não quero!
Não, não quero sentir tudo isto que sinto. Quero sentir-te a ti e não a mim. Sentir como te aproximas, sentir como respiras por mim, sentir como tocas a minha alma.
“Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas”, lá dizia Saint-Exupéry. Isso significa que és responsável por mim. És responsável pelo meu sentir, pelo meu bem estar. És responsável porque me cativaste com um sorriso, com um abraço, com um simples olhar.

Sabias que se fechar os meus olhos, vejo os teus? Sabias que a tua mão continua diante de mim a mostrar-me o caminho? Deixa-me agarrar nela. Deixa-me confiar-te o meu percurso, o meu caminho, a minha sanidade.
quinta-feira, dezembro 18, 2003
 
Por vezes acho que me queres destruir.
 
Disseste-me o que já sei com a convicção de quem diz uma novidade.
Será que achavas que fugia?
Não fugi, minha querida, estou aqui. Sei que tens razão no que dizes, mas precisas de acreditar em mim e encontrar a minha verdade. não a tua.
 
Arre, que é de mais! - Bastante intervencionista. Muito convicto. Concordando ou não com todas as posições assumidas gostei do blog.


 
Era vindo, não era vido...
 
Reparo agora que ele voltou. bem vido de volta.
 
Parabéns!
 
Mais memórias de 2003:

Quinta-feira, Agosto 21, 2003

Reinvento-te. Imagino-te. Ponho em ti tudo de mim. Porque preciso que sejas essa imagem que eu crio. Afinal não passas de uma escultura que eu fiz porque preciso de ti assim. No fundo todas as pessoas são imaginadas por nós. Na verdade não existem.

 
Quero ver esses votos.
 
Tenho de ir ao segundo (vocês não entendem isto porque é mesmo só um apontamento para eu não me esquecer de uma coisa).
 
Nisto de andar a reler o blog encontrei um post onde copiei um outro post que estava no desblogueador. É um post da Sara sobre um livro que adorei: o "Fazes-me falta" da Inês Pedrosa. Pensei em voltar a copiar, mas não seria uma memória de um texto meu. Por isso coloco aqui o link para que vão ver o post antigo (se quiserem).
 
E, um pouco na onda das memórias, copio um post do dia 10 de Agosto porque sinto exactamente o mesmo:

AH AH AH! - riso sarcástico de quem não tem nada melhor para fazer.
 
Bom, não sei se mais alguém assinou ali o guestbook... mas eu lamento só que me esqueci da password... olhem, paciência. Vou retirar o guestbook do template. Agradeço a todos os que assinaram, mas agora têm comentários por isso também já não faz muito sentido (e depois esqueci-me mesmo da password por isso ia sempre ser apenas arquivo. Bolas!)
quarta-feira, dezembro 17, 2003
 
O final do ano é sempre tempo de recordar, certo? Por isso vou começar hoje a recordar e sabe-se lá quando acabo isso (se calhar hoje mesmo):

Terça-feira, Agosto 05, 2003

Nunca tive um diário porque sou incapaz de escrever para «alguém» imaginário. A ideia de ter um diário é o quê? Escrever para nós mesmos o que nos acontece? Mas isso nós sabemos sem escrever! Escrever para nós mesmos sobre o que sentimos? Com que objectivo? Sentir com mais força? ou aprender a sentir? Não sei. Talvez para algumas pessoas resulte. Eu preciso de saber que tenho um leitor, mesmo que seja mesmo só um.
Muito provavelmente este meu blog vai ter tantos, ou quase tantos, leitores como teria um diário de papel que eu escrevesse. Mas aqui o risco de alguém ler não me preocupa porque ninguém sabe quem sou. Se as pessoas soubessem respeitar sempre os outros os diários não tinham cadeados, não é? É exactamente o cadeado que não me inspira confiança. Prefiro a abertura da Internet.
@ //Bloggado às 1:18 AM por Maria

 
é para ver se isto melhora o acesso...
 
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- Para que vens tu aqui? É para quê, minha querida? é porque não tens mais nada que fazer com o teu dinheiro e estes 45 minutos, ou é porque sabes que tens um problema e o queres tratar?
- Tenho medo!
- De quê?
- Não sei...
- Tens de saber do que tens medo. Não tenhas medo de dizer. Perde esses medos. O que te posso fazer eu?
- Não sei. NÃO SEI! DEIXA-ME EM PAZ!
 
- *isso não é verdade!*
- O quê? não ouvi.
...
- Também não interessa.
- O que é que não interessa?
- Não interessa o que eu possa dizer. Já tens as tuas ideias bem definidas. Queres pensar assim, pensa. Para que hei-de tentar fazer-te vê-las de outra forma?
 
Porque não te controlas? Se sabes que não deves fazer isto ou aquilo porque fazes? Esforça-te um pouco mais. Não podes esperar que os outros entendam sempre as tuas "loucuras".
 
Será que errei?
terça-feira, dezembro 16, 2003
 
Um dia disseste-me que estavas sempre comigo, que estavas sempre aí, que não ias a lado nenhum.
Procurei-te uma e outra vez e tu fugiste. Foges ainda hoje apesar dos meus esforços para te encontrar, apesar dos meus apelos de ajuda, apesar de tudo o que prometeste.
Sinto-me só.
Procurei-te um dia para ter sempre uma companhia. Talvez tenhas cometido o erro de te dares demasiado, mas agora não te podes retirar sem, pelo menos, me explicares porquê.

«Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és»... nunca este velho ditado fez tanto sentido.
Acreditei realmente que não fosses igual a quem me usou e deitou fora, mas acho que és. Só te preocupas contigo, não queres saber daquelas pessoas que, por vezes, depositam em ti toda a esperança das suas vivências. És má! odeio-te.
 
Porque me abandonaste?
 
não é cofesso, é confesso... normalmente cago nestes erros mas agora não me apeteceu.
 
cofesso que só coloquei o post anterior porque este estupido deste blogger estava há séculos com o publish "ligado" e eu tinha de publicar alguma coisa...
 
Vou ouvir David Fonseca.
 
- Então o que posso fazer?
- Podes fazer tudo o que quiseres. Mas, para conseguires fazer o que queres tal como queres, primeiro tens de saber aceitar-te tal como és.
- Mas eu aceito-me! eu aceito-me assim.
*Silêncio*
- Está bem, pronto... talvez não aceite assim tanto, mas preciso que me ajudes a controlar-me para poder aceitar-me... sem me controlar nunca poderei aceitar-me, entendes?
 
Não há muro nenhum... não inventes barreiras onde elas não existem.
 
O que faço? o que faço agora? Sabes dizer-me? como vou lidar contigo e com esse muro que ergueste entre nós?
 
As tuas palavras ferem-me. Porque as dizes? Porque dizes palavras que me ferem?

Preciso da tua ajuda. Preciso que me entendas, que entendas que preciso de ti mais do que tu me estás a dar. Mas eu não entendo que aquilo que peço de ti é mais do que aquilo que posso exigir.
Preciso que não digas palavras que me ferem, tais como essas que acabaste de proferir.
 
Olha! desapareceram os visitantes.
 
ai! nem tinha reparado que já é terça-feira.
 
Sinto-te tão perto...
segunda-feira, dezembro 15, 2003
 
Apeteceu-me postar.
 
Tenho fome.
 
Não. Não me esqueci. Como podia esquecer?

Mas custa... custa demasiado passá-la sem ti, sabias?
Tive o teu nome a pulsar na cabeça todo o dia. Revivi memórias, as boas e as más (sim, houve más... sou acima de tudo realista). Aquela vez que sorri. A outra que me abraçaste com ternura, a angústia do teu silêncio numa altura em que precisava que me falasses. Nem sempre soubeste lidar comigo, nem sempre soube lidar contigo, mas, no final, entendiamo-nos sempre muito bem.
Acreditei tanto em ti, sabias? acreditei mesmo quando achaste que não acreditava mais. Acredito ainda hoje, embora isso seja estúpido.
Lembrei-te. Recordei-te. Acordei com o teu nome nos lábios e a tua imagem na cabeça. Revivi memórias, chorei, tive medo, agarrei-me a ti em pensamento.
Acho que é esse agarrar que leva tanta gente a pensar que existe algo mais... algo mais do que isto. Algo mais do que esta realidade por vezes tão dolorosa.

Porque me abandonaste?

Parabéns meu amor...
 
Foi desta que vos assustei de vez?
 
Raios partam o jornal que está chato como a merda!
 
UFFF!! sinto-me mais aliviada...
 
Foda-se! há coisas que nos batem com uma força do caralho!
domingo, dezembro 14, 2003
 
"Não me padronizes, Maria!"

Quantas vezes me avisaste, mas os meus padrões são sempre mais pesados do que os avisos. Até os avisos eu considerei padronizáveis. Negligenciei-te. Sim, foi isso que fiz. E fiz porque achei que eras, realmente, padronizável. Toda a gente acaba por ser, ainda que na sua forma única de ser.
Eras única sim. Somos todos. Padronizei-te, querida, e podia tê-lo feito, mas padronizei-te mal.

E agora? O que fazer quando as nossas certezas, os nossos conhecimentos, são colocados em causa de uma forma tão brutal?

- Já não me podes ajudar, pois não?
- Não sei!
- Essa costuma ser a minha deixa...

Não querida... já não posso. Mas podia tê-lo feito se tivesse ouvido os teus silêncios com a atenção que devia.

 
Mas estão todos a ter visões colectivas, é?
 
Não, não voltei. Este post é fruto da vossa imaginação.

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