Escárnio e bem dizer
sábado, dezembro 06, 2003
 
Depois respondo aos emails...

Agora ando a ler este blog que hei-de juntar ali ao lado no Puro Sentimento... porque é tudo isso e também muita mágoa contida (podia ser outra secção de blogs... onde poderia entrar também o encalhado)
 
Ora aqui fica uma frase inspiradora por Nuno Markl que podem encontrar no livro "o regresso do homem que mordeu o cão"


"escute o seu coração. Quando ele parar de bater é muito mau sinal! Ligue o 112, se puder; se não puder não pense mais nisso. Alguém há-de tratar do assunto."

 
Cada dia demora uma eternidade a passar e eu tenho tanta coisa para fazer e tão pouco tempo!
 
Vou ver quem anda acordado a esta hora, a um sábado, a postar. (devem ser doidos com certeza!)
 
Ora então bom dia!
sexta-feira, dezembro 05, 2003
 
- O que sentes?
- Sinto uma permanente vontade de parar de viver.
 
Danço para ti. Danço ao sabor do calor que nos rodeia e ao ritmo da chama que vês atrás de mim. Danço de olhos fechados imaginando-me num palco. Liberto-me, LIBERTO-ME!
Agarro-te e puxo-te para junto de mim. Sorris com o sorriso tímido de quem tem medo de mostrar os movimentos do corpo num palpitar que não seja sexual. - Vem! - digo-te e tu hesitas a olhar-me. Puxo-te e tu agarras-me para me fazeres parar. Deslizo no teu corpo para que entendas que não me podes parar assim e tu sorris malandro enquanto me olhas.
Sinto-te com mais força. Agarras-me com mais força e paras a minha dança. Paras a minha dança mas não a mim... e agora acompanhas-me nos movimentos que fazemos.
 
Eh pá! tenho os pés muito frios...
 
Olha para ti. Olha! vê-te bem por dentro. Tu sabes que tens força, então porque te deixas enfraquecer? Luta miúda!
 
Espero.
Espero que um dia olhes para trás e te apercebas do erro que cometeste comigo. Mas espero em vão, não é? nunca vais perceber porque és demasiado senhora da razão, da tua razão, para colocares a mão na consciência e veres o mal que fizeste aos outros. É tão fácil dizer que o natural em ti é fazer bem, por isso o que fazes agora não é mal!... é sim! muito mais do que imaginas.
 
Já varrem o bar e eu estou sentada à espera. Estou sempre à espera.
- Vocês são sempre os últimos a sair!
Com os pensamentos interrompidos, levanto os olhos com umas olheiras profundas, sorriu e respondo:
- É verdade Alberto, é o que dá acolher-nos bem.
- O que esperas hoje?
- Que eles se entendam - digo olhando para o casal meu amigo.

Nunca os entendi. Há coisas que para mim sempre foram simples. Uma delas era o sexo, a outra a atracção, a outra a relação séria. Não há porque confundir.
Ou estamos apaixonados e não nos metemos em merdas, ou não estamos e aproveitamos o prazer que os corpos proporcionam. Ou então encontramos a perfeição e temos tudo... mas eles têm de complicar. Complicam sempre.

Encontrei-te um dia e usaste-me. Agora tenho medo.

Pára de pensar nisso, Maria... Ainda bem que a Cristina e o Carlos já se entenderam, ou pelo menos, desentenderam de vez:

- Vamos embora daqui - diz-me a Cristina tentando disfarçar uma angústia e mágoa profunda.
Olho de relance para o Carlos que me encolhe os ombros como quem quer dizer que não podia ter evitado. Claro que podia... se tivesse pensado com a cabeça de cima, ora que porra!
Saí com a Cristina do bar já de madrugada. Entrámos as duas numa pastelaria onde me senti perfeitamente desenquadrada. Toda a gente cheirava a banho acabado de tomar. Toda a gente se preparava para ir trabalhar. Nós cheirávamos a álcool e a tabaco e tínhamos um ar perfeitamente de zombie.
Pedi um café e uma nata para acordar... a Cristina pediu um fino e uma nata para me fazer companhia (na parte da nata). Depois desatou num berreiro. Escutei. Deixei-a deitar tudo para fora. Depois perguntei:
- Ele alguma vez te disse que queria algo mais?
- Não mas...
- Não te meteu as cartas todas na mesa desde o início?
- Sim, mas...
- Mas? sabias no que te estavas a meter, não era? agora não te faças de vítima.
- Bolas Maria! és uma insensível!

Talvez... e ele também é, mas tu não te podes fazer de vítima, tens de enfrentar as consequências do que fazes. Pensei eu, mas não disse. Acho que chegaste a essa conclusão sozinha.
 
olha, olha! voltaram todos!
 
Ora que estúpidos! primeiro viciam-me nos comentários e depois desaparecem... bah! não se pode estar bem, é o que é!
 
Olha! desapareceram a porcaria dos comentários!... juro que não fui eu quem os tirou!
 
Ali no post debaixo, não é nesse, é o outro, não era saber, era sabor!
 
ARGH! não detestam quando acabam de colocar o café na chávena, vão começar a beber e uma estúpida de uma daquelas moscas da fruta decide que aquela vossa chávena é uma optima piscina?
 
É só impressão minha ou aqueles cafés que se fazem em casa e, para que os mesmos fiquem com espuma, passamos uma meia hora a mexer o ridiculo pedacinho de café misturado com um ridiculo pedacinho de água, ficam exactamente com o mesmo saber quer tenhamos esse ridículo trabalho ou não?
 
Argh! merda de testes!
 
Mas não me querem ver lá isto! agora uma porcaria de uns testes na internet vão incomodar o meu amor próprio... era o que faltava!
 
Estou a ficar tremendamente chocada com os resultados dos testes... já não meto aqui mais nenhum, pronto!...

Bolas! eu sou uma pessoa detestável!
 
Vou ler com mais atenção quanto tiver mais tempo (e essencialmente paciência)... mas estou a gostar.
 
Significa isto que quando alguém me diz: "não gosto de ti!", eu devo responder: "Pois, pois! tu gostas é de armas químicas, estou a ver! chiça!"...
 
Oh well...



What Famous Leader Are You?


Foi este o meu resultado no teste que encontrei aqui
 
impressionante!

O pior é que isto acontece tanta e tanta vez... (pensando bem acho que às vezes também faço disto...)
 
É para não pensarem que só aqui é que encontram informações relevantes... pronto! (amuei)
 
Agora é para informar que já fui beber água.
 
É só para informar que tenho sede.
 
Sentei-me no sofá junto à  lareira com a minha chavena de chá de lucia-lima quente na mão. Enquanto dava uns goles, olhava para a chama e pensava em ti, na falta que me fazes por todos os motivos.
Não... não és só tu. São todos vocês e eu não sei explicar mais. Por vezes canso-me de estar sozinha. Eu, o chá e a lareira (eu, o chá e o blog).
Para vocês:

Tu fazes-me mal e estás longe.
Tu deixas-me confusa e estás longe.
Tu deixas-me angustiada quanto mais perto estiveres
E tu deixas-me feliz quanto mais perto estiveres.

Quanto a ti... preciso de ti agora. Mas não pode ser. Nunca pode ser.

Ninguém me disse que a vida era fácil, mas eu também nunca disse a ninguém que a queria viver.
 
Olha! Olha o carro do lixo!
quinta-feira, dezembro 04, 2003
 
Escrevi-te... eram quatro folhas A4 cheias de palavras. Li. Amachuquei e já meti no contentor... agora espero ouvir o carro do lixo para vir recolher as palavras que nunca te enviei.
 
Apetece-me falar-te agora.
Não, minha querida, não tenho nada para dizer, mas quero falar.
Quero falar-te na minha angústia. Quero dizer-te que tenho o coração a querer sair do peito e que tenho o estômago apertado. Mas não tenho mais nada para te dizer... é mesmo só isso.

Apetece-me partir. Apetece-me deixar-te. Apetece-me deixar de precisar de ti.

Não ouças quem não me conhece, mas já ouviste, não foi?

Agora é tarde, minha querida e eu que confiava tanto, mas tanto, em ti.

Adoro-te, disso não tenho dúvidas, mas estás a fazer-me mal porque alguém assim o desejou, e alguém assim o conseguiu.

Preciso fazer uma pausa. Fazer uma pausa de ti (nunca de mim).
 
Ah bom, o blogger voltou ao normal... assim escuso de andar a postar nos comentários.
 
no meu maço de tabaco:

"Fumar pode prejudicar o esperma e reduz a fertilidade"

olha que bom para quem não quiser ter filhos!!!

Estes gajos deviam pensar noutras coisas para chocar.
 
Esta deve ter ido fazer uma permanente, com madeixas, e acrescentos ao cabelo com certeza!
 
AH! já repararam que o escárnio faz 4 mesitos hoje?! (eu acabo de reparar apesar de já lhe ter dado como prenda os comentários ;) )
 
Razões que me levam a não acreditar em deus:

1º - porque não gosto de pessoa egocentricas e de despotismo.

- No início dos Mandamentos lê-se ‘Eu sou o Senhor teu Deus’, para que conheçamos que Deus, sendo o nosso criador e senhor, pode ordenar o que quiser, e que nós, suas criaturas (inferiores), somos obrigados a obedecer-lhe. - TENHO MAIS QUE FAZER!

- Com as palavras do primeiro mandamento ("Amar a Deus sobre todas as coisas" - BAH!) vem ainda — ‘não terás outro deus diante de mim’ — deus ordena-nos que reconheçamos, adoremos, amemos e sirvamos só a ele, como nosso supremo senhor. - AH AH AH AH AH!

- Não basta adorar a deus somente com o coração, internamente, mas é necessário ainda adorá-lo externamente, ao mesmo tempo com o espírito e com o corpo, porque ele diz-se criador e senhor absoluto de um e de outro - ORA HAJA PACHORRA!

- Fica todo ofendido se dissermos o nome dele naquilo que ele considera em vão! - Ora bolas! então a Madeira também devia ficar ofendida com a expressão "já chegámos à Madeira ou quê?", afinal de contas que tem a Madeira a ver com a nossa impertinência?

2º - Adoro fazer o que me apetece ao domingo, se me apetecer trabalhar que tem ele a ver com isso?

3º - Mas que raio tem o gajo contra o sexo? deve ser um maricas frustrado que não se consegue assumir com certeza ! se é maricas e tem problemas em assumí-lo eu conheço alguns tratamentos psiquiátricos para esses casos.

- Para evitarmos o sexo o gajo manda-nos: rezar frequentemente e de coração a ele próprio, ser devotos da virgem Maria (como não acredito que a gaja seja virgem não lhe posso ser devota), Mãe da pureza (AH AH AH... pronto, talvez ela até fosse ingénua e isso tem algo de puro), recordar-nos de que deus nos vê (eu também vejo muita coisa), pensar na morte (mas para que raio quero eu pensar na morte quando posso ter sexo?), nos castigos divinos, na Paixão de Jesus Cristo (qual? a Maria Madalena?), guardar os nossos sentidos (hã?!?), praticar a mortificação cristã e frequentar com as devidas disposições os Sacramentos (esta ultima parte não entendo, mas não concordo).

Ora sublinhei eu os castigos divinos, e porquê? porque:

4º - Detesto gente mentirosa:

- Ora por um lado o gajo vem dizer-nos que nos perdoa, que tem um coração do tamanho do mundo, e perdoa os nossos pecados. Por outro lado ameaça-nos com castigos divinos se não fizermos o que ele quer (ou seja, nada... já viram que se seguirem os mandamentos não fazem mais nada além de rezar, ir à missa e comer verduras? (tudo o resto é pecado porque significa a gula). - Ou seja, o gajo é mentiroso.

Por isso eu não acredito em deus porque ele é mentiroso e eu não acredito em gente mentirosa! (mas também lhe posso recomendar um tratamento para a mentira compulsiva... é que, parecendo que não, o gajo já tem esse problema há uma carrada de anos!)

 
Posso sempre telefonar para o chinês ali da esquina e encomendar qualquer coisa como gambas picantes... hmmmm... com um vinho verde.
 
Encomendar uma pizza ou não, eis a questão.
 
isto lembra-me uma cena que vi não sei onde... hmmm... olhem foi na televisão há muitos anos atrás. AH! era do herman josé onde havia um supermercado com todos os órgãos do corpo, entre eles cérebros, e as pessoas podiam ir lá comprar novos. Isso é que era giro!
 
Então assim com vontade de postar alguma coisa mas assim de cérebro vazio.
 
Assim como?
 
Sinto-me assim.
 
A partir de hoje já me podem ofender em público (quantos são? quantos são?)
 
CONSEGUI! obrigada Xung! :)
 
AHHHH.... mas porque é que os comentários me aparecem por cima dos posts? blurgh! não gosto nada deles assim... oh well! melhor que nada!
 
eu avisei que era um zero à esquerda nisto de computadores... e aquilo até está tão bem explicadinho!
 
AH!!! pera! ai ai! eu sou tão IZZZTUPIDA!!!
 
Estás a ver Xung! eu fiz publish e não deu nada!
 
Bom, isto é terrível! sim eu sou complicada e não gosto de stresses! RAIOS!

andava numa de mudar de lar. O blogdrive é demasiado lento a abrir o local onde meter os posts, o que é uma pena porque aquilo é muito, muito simples e tem muitas mais opções do que o blogger. Depois de percorrer pitas e sei lá o quê mais, lá decidi experimentar ir ao weblog.com.pt (ou lá o que é). Detesto ter de enviar emails para pedir licenças seja para o que for. Mas lá o fiz. Ao fim de três dias recebi um email a confirmar a minha entrada. Entrei (depois de uma série de dúvidas, mas entrei) e chego lá e aquilo é uma carrada de códigos em HTML para poder fazer seja o que for. COMPLICADO! com esses HTML's todos também o blogger fica assim com esse arzinho bonito, não acham?

Depois não gostei de ver que em número de autores do meu blog estivessem lá 2 (o blog é meu, não o partilho com ninguém que não convide... e não convidei ninguém). Ai! depois depois... aborreci-me pronto! ou mudo para o blogdrive, se me aborrecer muito com este, ou fico aqui porque, como digo, o blogger pode ser pobrezinho, ter umas avarias de vez em quando, mas permite-me viver sem stresses!

Ou então NÃO SEI! (bolas!)... estava a apetecer-me meter comentários neste blog mas não me consigo entender com nenhum dos sistemas (sim, sou um zero à esquerda em tudo o que diz respeito a computadores...) onde anda o Neo da Matriz, o Nelson do Desblogueador, ou o RC do Pano do Pó que me tiram sempre as dúvidas todas? :( )
quarta-feira, dezembro 03, 2003
 
Agora vou ver outra.
 
Já vi.
 
Já sei vou ali ver uma coisa.
 
Ai ai! (post típico de quem lhe apetece postar alguma coisa mas não sabe o quê)
 
Blogs com nomes giros (ainda nem fui ler o conteúdo):

Sex in Lisbon
Brigada Anti-Lacoste
MARTA ATACA
Doce da Avozinha
Batata Quente
Conversas de Merda
Bamos Bloguear a TVI, Carago!
Blog Cú de Velha


Entre outros que, se um dia me apetecer, meto aqui também.
terça-feira, dezembro 02, 2003
 
Um dia disseste que me identificavas com uma papoila porque é bonita, dá nas vistas e é livre. Ninguém oferece ramos de papoilas porque as papoilas não se colhem...

Então aprecia-me deixando-me livre. Podes gostar de mim assim, ou não?

Minha querida, não é necessário estares sempre em contacto comigo para gostares de mim. E eu vou gostar mais de ti se não me tentares colocar numa jarra.

Talvez um dia entendas isso, agora não sei.

P.S. - Já agora obrigada pela comparação...

 
Estive só a republicar isto tudo porque ele está lento... mas acho que já nem deve ter nada a ver com isso. Enfim!
 
Bom e porque quando começo na ponta de um blog e acabo na outra é sinal que estou a gostar do que estou a ler, a Bananada de Goiaba já está ali ao lado nas Iztupidezes (espero que quem está nas Iztupidezes ouça o programa da manhã da Best Rock... ou acho que ainda ofendo uma série de pessoas por não saberem o que quer aquilo dizer)
 
bom... fiz este teste que encontrei na Bananada de Goiaba e deu-me isto...


Jellyfish
Jellyfish


?? Which Creature Of The Sea Are You??
brought to you by Quizilla

não sei porquê, mas acho que devia ficar infeliz, no entanto olho para a descrição e parece-me que adivinharam... hmmmm...

 
Ai do que estes me foram lembrar!

Marmelada de banana
Bananada de goiaba
Goiabada de marmelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Boneca de pano é gente
Sabugo de milho é gente
O sol nascente é tão belo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Rios de prata piratas
Vôo sideral na mata
Universo paralelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
No país da fantasia
Num estado de euforia
Cidade Polichinelo
Sítio do Pica-pau Amarelo
Sítio do Pica-pau Amarelo


Que saudades!
 


Por momentos, pensei que tinham andado a colocar imagens da minha secretária na internet... depois vi a marca dos cigarros.
 
pois... querem saber o resto do sonho?... não há resto. Foi mesmo só isso. Depois acordei.

Acordei mas continuo a procurar.
 
Sonhei contigo hoje. Estavas zangado comigo. Não entendias uma série de coisas a meu respeito. Tentei explicar mas nem quiseste ouvir. Desapareceste.

Entretanto perdi-me no mato. Encontrei uma localidade com casas de granito e madeira. Muita gente idosa, todos muito unidos. Sabia que tinha de encontrar algo e era ali que estava, mas quiseram expulsar-me.
Não conseguia falar. Este silêncio angustia-me.
Queriam saber quem era eu, o que estava ali a fazer. E eu não conseguia falar.
As lágrimas escorriam-me enquanto dedos acusadores apontavam para mim… e eu tentava ir embora mas também não conseguia. Entretanto uma senhora de cabelos brancos disse que eu era pessoa de bem, que não valia a pena condenarem-me. Disse que sabia que estava apenas à procura de algo.
 
À porta de uma grande superfície comercial:

Saía eu com os meus sacos de compras e estava um casal de jovens com muitos piercings, todos vestidos de preto e os, já habituais, cães.
A rapariga olha para mim com um grande sorriso, um chapéu, também ele preto, na mão e diz:

- Senhora, só uma moedinha, mesmo pequenina.
Sorri-lhe. Enquanto largava os sacos e abria a carteira fui metendo conversa:
- Os cães são vossos?
- São. Estamos aqui a pedir para lhes dar comida, para ver se levamos aquele ao veterinário porque parece meio doente e, para ser muito franca, para comprar tabaco.
- Olhe não me devia ter lembrado isso! preciso de comprar tabaco.
- Bolas, agora vai dar-me menos moedas por causa disso!
Ri-me e respondi:
- Pois é, está a ver?
- Pois... devia ter ficado calada.
Dei-lhe as moedas e vim embora, ouvindo-a dirigir-se a uma senhora com o pedido:
- É só uma moedinha para comprarmos comida para os cães...
 
"E depois do amor
e depois de nós
o dizer adeus
o ficarmos sós

Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
tua paz que perdi
minha dor que aprendi"

 
"Quis saber quem sou,
O que faço aqui,
Quem me abandonou
de quem me esqueci"
 
Acho que me dizias:

- Tens uma série de responsabilidades, assumiste uma série de compromissos, pára lá de pensar em merdas e mete mãos à obra!
 
E se me vires, que estarás a pensar?
 
Que me dirias hoje se me visses?
 
É um Xanax para a mesa ali do canto ó faz favor!
 
Tenho vontade de chorar.
 
o cigarro passeia-se entre os meus dedos na indecisão de ser ou não aceso.
 
Desço a rua acompanhada pela solidão que me traz aqui.
Está escuro já há muitas horas. As casas vêem o seu tom cinzento que há muito as fachadas ganharam misturado com o reflexo da luz amarela dos candeeiros de rua.
Vou sozinha pelo lado direito da rua. Sei que tenho de atravessar para o esquerdo, mas só o faço quase no limite. Não quero encontrar ninguém. Não quero companhia. Não quero... não enquanto não colocar a minha capa de felicidade. A minha capa de "estou aqui para me divertir". Não... estou aqui porque não consigo estar. Não consigo estar em lado nenhum. Não consigo estar comigo.

O porteiro sorri ao ver-me.
- Maria! vê lá se animas isto hoje porque o pessoal está chôcho.
- Alguém conhecido?
- Ainda não. Ainda é cedo.
Pisco-lhe o olho.
- Então já volto. Devem estar todos na tasca ali em baixo a fazer tempo para vir para aqui.

Há que fazer tempo. Há que beber primeiro onde é barato para depois dançar e beber pouco onde é caro.
Enquanto desço para a tasca passo pelas arcadas daquela casa. Olho para lá. Vem-me uma lágrima aos olhos. Vem-me a vontade de bater à porta.
Para quê?
Para quê?
Para me humilhar. Para não ganhar nada com isso. Para ficar ainda mais angustiada.
O que vale é que a tasca é logo ali e já ouço chamarem o meu nome.
Meto o meu sorriso habitual e entro. Já há um jarro de vinho na mesa e um copo acabado de pedir para que me junte à farra.

Farra... Será que todos procuram farra? ou será que todos se escondem de si mesmos?

Cantamos, bebemos, há quem coma chouriço assado, há quem fique pelas cervejas geladas e há quem misture de tudo um pouco.

- Já é hora. Vamos ao bar?
- 'Bora lá!

Vamos ao bar...
Pelo caminho olho para aquelas arcadas, que agora parece que se mexem, e penso: e se eu batesse à porta?
Nunca o fiz. Ainda bem.
 
Não sei que te dizer. Pedes-me palavras e elas falham-me. Ouço tantas, digo tantas a quem as quer ouvir, mas diante de ti, que pedes as minhas, as que me dizem respeito, eu calo-me.

O meu silência angustia-me. Angustia-me que não saibas lidar com ele. Ou se calhar sabes e eu é que ainda não entendi.

Tenho medo amiga... tenho tanto medo de voltar a ver-te. Sempre desejei ver-te e agora tenho medo.
 
Ando aqui com uma neura que nem posso...
 
Oh mulher queres estar enfiada num buraco a gritar que estás lá mal e és uma desgraçada, então fica para aí enfiada, mas não tentes puxar as outras pessoas todas para dentro do mesmo buraco onde tu estás enfiada, está bem?

E olha... já gritaste isso tantas e tantas vezes que nem mesmo os que eram mais inocentes e acreditavam na verdade das palavras que dizias continuam a acreditar.

Não tenho pena de ti. Tenho pena que não entendas que precisas de ajuda. É lamentável que a vida tenha tanto para dar mas tu tenhas duas palas nos olhos e te recuses a aceitá-la tal como é.´

É lamentável que a vida seja tão simples mas tu aches que a simplicidade não é algo bom e por isso compliques.

É lamentável que invejes e condenes todos aqueles que vivem a vida deles em vez de sobreviverem.

É lamentável que fiques ao frio, a bater à janela daqueles que querem apenas estar em paz, na sua casa, na sua vida, com os seus vicios, os seus prazeres, os seus momentos de alegria, os seus momentos de tristeza, o seus momentos de companhia e socialização e os seus momentos de solidão e tu, cá fora, ao frio, da janela, com a tua solidão disfarçada apontes o dedo sempre que vês acender um cigarro, beber um gole de vinho, uma lágrima a escorrer, um orgasmo a chegar... apontas o dedo como quem quer provar que todas as emoções que os outros vivem estão erradas porque tu, tu, mulher, te recusas a viver as tuas.

Tu sobrevives na vida e finges que vives aos olhos dos outros. Tu angustias-te com a solidão permanente em que te sentes, mesmo quando te encontras no meio de tanta e tanta gente. Tu recusas olhar para dentro de ti e deixar-te sair para fora.

Preferes importunar os outros a bater-lhes permanentemente na janela... mas os outros, minha cara, já não ligam aos teus toques... cansaram-se. Perdeste toda e qualquer credibilidade que tivesses para eles. Porque, desculpa a franqueza, NÃO HÁ PACHORRA, para tanta e tanta obcessão. Tanta e tanta paranóia, tanta certeza absoluta... tanta e tanta exigência.

Ninguém vai viver a tua vida por ti e tu só tens uma. Vive-a, está bem?

Mas deixa aqueles que já sabem viver a deles em paz: com as suas alegrias, as suas tristezas, os seus prazeres, os seus vícios, os seus orgasmos, as suas companhias, as suas solidões, os seus erros, as suas boas acções... as suas vidas.
segunda-feira, dezembro 01, 2003
 
Conto os cigarros que me restam no maço. Penso que não vão dar para toda esta noite... olho para as horas. Penso em ir ali ao café de baixo comprar mais.
- Não Maria! não vais!
- Por que não?
- Porque eu estou a dizer para não ires...
Porra miúda! aguenta aí firme. Que se passa contigo? não te aconteceu nada de mal. Não está nada errado! que se passa contigo?

Não se passa nada...

NADA!
 
Sem ti. Contigo. Até quando?
Será que penso nas coisas sempre de uma forma provisória ou será que as tenho como permanentes?
Nem todas. Tenho-te enquanto precisar de ti... ou enquanto achares que preciso.
Não há chuva. Não há vento. Não há orvalho... há um frio... que não se aguenta.
 
Fumo o meu cigarro. Voltei a fumar com a intensidade de antigamente.
Ouço Borrow dos silence four e penso em ti.
"nunca estás aqui... nunca estás perto".
Sinto que te perco. O lenha estala enquanto arde e vejo as luzes de natal das ruas iluminadas. Agora têm lógica. Estamos em Dezembro.
"I guess I'll try again tomorrow"...
Para quê?
O que está errado comigo? "I don´t know". Mas sei... sei sim.
Peço-te ajuda, amiga. Uma e outra vez.
"I guess I'll try again tomorrow"...
I guess not.
I guess I don't know.

 
porque estou a sentir que te perco?
 
Tenho medo... tanto medo.
 
hoje quis ir à  cabeleireira... estava fechada.

Vá lá uma mulher querer ser fútil!
 
lá está isto lento outra vez... chiça!
 
Já é sabido que em Portugal há muita incompetência. Já é sabido que, quando as coisas correm mal para o lado do consumidor, o mais natural é o consumidor insatisfeito se calar com a desculpa do "para que me hei-de chatear com isto?"

Aqui está a história de uma consumidora que, apesar das ameaças e dos constantes boicotes à divulgação desta história revoltante, continua de pedra e cal a tentar alertar as outras pessoas para que não passem pelo menos que ela. Porque quando uma empresa atende mal os seus clientes deve perder esses clientes e qualquer outro futuro... Vão ler. Vale a pena.
 
Estou meio iztupida mesmo...
 
QUEM É QUE ESTÁ ACORDADO A ESTA HORA A LER O MEU BLOG NUM FERIADO? HEIN?
 
Mesmo que a vida mude os nossos sentidos
e o mundo nos leve pra longe de nós
e que um dia o tempo pareça perdido
e tudo se desfaça num gesto só

Eu vou guardar cada lugar teu
ancorado em cada lugar meu
e hoje apenas isso me faz acreditar
que eu vou chegar contigo
onde só chega quem não tem medo de naufragar

(excerto de) Cada Lugar Teu
Mafalda Veiga
 
... é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
prá receber daquilo que aumenta o coração

(refrão de)Restolho
Mafalda Veiga


 
Alguém é capaz de me dar duas palmadas valentes por favor?
 
AI que lentidão!
 
"eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver, à espera de viver ao lado teu, por toda a minha vida!"
 
"eu sei que vou-te amar por toda a minha vida, eu vou-te amar"
 
Até acho que já sei para onde me vou mudar... mas vou repensar melhor no caso... ai!
domingo, novembro 30, 2003
 
Há coisas que me irritam!
 
Decididamente não me apetece.
 
Não sei se me apetece muito que o endereço deste blog passe a ser http://escarnio.pitas.com
 
Digam lá se isto não é inspirador: Signup to get your own pita!
 
Este agora ficou lento também... mas não que querem lá ver isto!?!
 
Onde meti eu o Xanax? querem ver que ainda vou ter de ir à farmácia comprar mais?!?
 
Que nervos!!!!
 
Sim, hoje apetece-me cantar o fado da desgraçadinha!

Dias!
 
Ai triste sina a minha!
 
Pronto... era bonito mas apaguei-o... weblog.com.pt, é?... hmmmm... vou pensar nisso... de vez em quando apetece-me mudar de ares. ai!
 
Catarina (isto é uma resposta a um comentário lá do outro lado)... olha porque sou teimosa como o raio e não me inspira confiança nenhuma um server que me obriga a enviar-lhes um email para lhes pedir para ir para lá e não sei quê mais... Quero um que me permita chegar lá, abrir a porta e instalar-me sem ter de pedir licença... Manias (pensavas que eras só tu quem as tinha, não?)
 
Acabei de decidir... fico aqui... esqueçam lá o outro... estou há cerca de 6 minutos a tentar que o sitio onde coloco os posts me abra para colocar lá um. Não há pachorra! o blogger pode ser pobrezinho, mas é um pobrezinho que me permite viver sem stress.
 
Raios partam... a hora por aparece mal... (agora vou meter este mesmo comentário por lá para ver a hora que aparece porque estive a alterar uma coisita...)
 
Estou a fazer uma experiência ali, vão lá e digam-me o que acham... acham que devo ficar aqui ou acham que devo ir para ali?
 
Vão ler isto... vale a pena.

Eu já me fartei de rir. Há pessoas muito inteligentes... depois há aquelas, cujo intelecto não lhes dá para mais e por isso gostam de ser vitimas e de invocar o nome de deus em vão e constantemente em sua defesa.
 
Boa! concordo com a decisão. É esta a Catarina que eu gosto :)

Além disso, como disse à Maria da Lua, não entendo o porquê de se apagarem palavras que já foram escritas. Deixem-nas ficar como memórias de tempos passados que podem ou nao ser recordadas, mas existem, estão lá. Não foram apagadas.

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