Escárnio e bem dizer
sábado, outubro 25, 2003
 
eia! parece que sim! :]
 
ainda vou a tempo de colocar um post no dia de hoje?
sexta-feira, outubro 24, 2003
 
De vez em quando acordo e fico a pensar: vou meter comentários no blog... depois penso nas razões que me levam a não os ter e penso. é melhor não. Mas às vezes gostava de ter. Será que era mau ter e não ter?
Tinha de vez em quando e de vez em quando não tinha...
Esqueçam lá isso.
 
Bom dia a todos! (isto lembra-me alguma coisa).
quinta-feira, outubro 23, 2003
 
Acabei o passeio.
 
Quando se termina uma relação na qual se apostou muito, se deu muito de nós, é muito normal irmos abaixo, ficarmos "deprimidos". A sensação de perda é enorme e temos tendência para pensar que "perdemos aquela pessoa". Mas o que nos deita abaixo não é termos "perdido" uma pessoa. o problema é sentirmos que nos perdemos a nós. que perdemos aquilo em que acreditámos durante tanto tempo. sentirmos o orgulho ferido. sentirmos a rejeição (nem que seja a nossa rejeição de algo em que já acreditámos).
No final de uma relação, mais do que tentarmos esquecer a outra pessoa, temos de aprender a "lembrarmo-nos" de nós. A vivermos connosco. a aceitarmos o erro. a partirmos em frente. Mas nunca a "passar por cima". quando se "passa por cima" deixam-se coisas mal resolvidas que acabam por nos "cair em cima" mais tarde na vida. Temos sempre de "passar por dentro", ver tudo, sentir tudo, chorar e sofrer tudo na altura certa.
Assim é sempre mais rápida e eficaz a cicatrização.

Inha. Este post foi escrito a pensar em ti, para que "passes por dentro" agora, chores agora. Se o blog te ajuda a chorar e a reflectir não fiques preocupada com o "aborrecer" quem lê com as tuas mágoas. O blog é teu. Quem te lê,lê porque gosta da pessoa que mostras ser através da bloguista (escritora) que és. Por isso escreve o que te vai na alma.
 
Ora aí está uma criança inteligente ;)
 
Passeando pelos meus favoritos.
 
Olhas-me atentamente enquanto esperas que eu te fale. Já tinha tantas saudades tuas, amiga. Mas já sabes como sou. Puxa por mim, vá lá! tu consegues.
Acho que à medida que o tempo passa mais te apercebes que tens cometido alguns erros e vais corrigindo. Não me olhes pelos olhos dos outros, é tudo o que te peço. Olha-me através dos teus. Do que vês em mim, do que ouves de mim, do que observas em mim.
Os meus gestos, os meus sorrisos, o meu amor.
Tinha saudades tuas. Saudades dessa tua calma a falar. Dessa tua sensatez. Do carinho com que me chamas pateta. «minha pateta». Sinto-me pequena perto de ti. Pequena, protegida e acarinhada. Isso é muito bom e assusta-me.
 
- Posso ajudar?
- Tu Maria? não obrigado, prefiro que fiques sentada no sofá a ver televisão do que te aproximes da minha cozinha.
 
Procuras protagonismo e eu dou-te a ilusão que te dei esse protagonismo quando na realidade não o dei. Mas tu ficas feliz e eu fico mais descansada.
 
- Não sei se fui ou se ainda sou muito ingénua.
- O que é ser ingénuo?
- Acredito muito e depois desiludo-me porque acreditei em algo que, à partida, era difícil de ser verdade.
- Acreditaste à partida ou apercebeste-te que podia não ser bem assim?
- Acho que me apercebi...
- Isso é ser ingénua?
- Não. Porque eu sabia. É ser estúpida.
*Sorriso*
- Não és estúpida nem ingénua, pronto ingénua és um bocadinho, mas és acima de tudo uma aventureira, uma lutadora. entendes?
- Achas portanto que foi pela aventura que me meti nisto?
- O que achas tu?
- Acho que tens razão, mesmo sabendo que podia correr mal.
- E o que pensaste que fazias se corresse mal?
- Pensei que aguentava.
- E?
- E agora acho que não aguento.
- Claro que aguentas. Tens muita força, tens é de te concentrar nela e nos porquês de te teres metido nisto. conseguiste o que querias?
- Em parte...
- Então como vês nem tudo é negativo.
- Pois não. Nem me arrependo, mas...
- Mas? Mas? nem tudo é perfeito. Não podes passar a vida a querer que tudo seja perfeito ou vais desiludir-te sempre.
- Pois... mas eu até acho que não exigo muito...
- NÃAAAAAAAAAOOOOOOO claro que não!
 
Estes andam a observar-me... olhem que também já lá fui espreitar. É um blog brasileiro e, tal como disse há uns meses, os blogs brasileiros têm sempre um aspecto mais cuidado. Imagens, tudo muito direitinho... não é esta confusão que vêem no meu blog... mas também o meu blog não é exemplo para ninguém.
 
Respondendo ao desafio do Luí­s ENE, aqui fica o exercí­cio de escrita de palavras todas começadas pela mesma letra. Escolhi o E:

Enlouqueço eu enquanto escrevo este exercício. E entro em ebulição enquanto economizo escritas encomendadas. Elogio ENE enquanto emporcalho esta escrita emurchecida e encamisada. ESTUPIDEZ!
 
Ainda aí estão? XÔOOOOOOO!
 
e escusam de andar por aqui a espreitar para ver se escrevo hoje porque não me apetece mesmo!
 
Ponho a minha voz mais rouca, cruzo os braços, bato o pé e digo: não me apetece, pronto!
quarta-feira, outubro 22, 2003
 
É um caso horrível, Inês, claro que é um caso horrível. mas não faça disso o farol da sua vida e o motivo de deixar de acreditar no seu país. Na bondade das pessoas... Há coisas más, há muita crueldade, nunca vai deixar de existir.

Pense na Catarina. Ainda acha que esse seu deus que tanto chama existe? então que raio de deus é esse? Quando se acredita em deus não se devem «culpar» os humanos, Inês. Isso é uma parvoíce. Se acredita num deus, omnipresente e omnipotente culpe-o a ele por ter permitido a Catarina ter vindo ao mundo só para sofrer. Sim, estou a provocá-la. A provocar a sua fé. A saber o que sente. Quando vejo que lhe dói tanto este caso. Que o imagina de uma forma tão real que lhe parece que está a ver a Catarina a ser violada, torturada até à morte. Que se sente impotente porque não fez nada. pergunta-se como é que as pessoas que estavam por perto não fizeram nada, como é que a assistência social não fez nada?

Essas perguntas, Inês, são válidas para qualquer pessoa que não acredite em deus, você, Inês, tem de perguntar a esse deus os porquês porque, havendo um deus, a responsabilidade é dele, ou não?

Não foi ele que criou o mundo? não foi ele que nos criou com todos os defeitos que temos? não é ele que permite que as crianças venham ao mundo? então culpe-o a ele.

Eu por mim vou-me ficando por entender aquilo que realmente temos: os humanos, em toda a sua complexidade. E, acredite, não há ninguém totalmente mau.
terça-feira, outubro 21, 2003
 
Como se pode ser má com alguém que nos provoca com um grande sentido de humor e nos faz dar uma gargalhada sonora... assim não consigo, Inês... não precisa de ir a tribunal porque ficará a dúvida de que Inês se trata... ou então não fica, pronto!

Além disso teria de ir ler o seu blog com atenção e não o tenho lido (acha que isto a provoca?)
 
- Esta dor está demasiado presente. Ajuda-me!
- Tens de percebê-la. O que te assusta nela?
- Tenho medo.
- De quê?
- Não sei...
- Não sabes?
- Não sei... não sei dizer... não...
*silêncio*
- Desculpa. Não consigo.
- Eu não adivinho. A telepatia só acontece nos filmes.
- Talvez eu tivesse achado que fazias milagres.
- Mas não faço. Esses fazes tu. Eu só te posso orientar para os fazeres. Mas tens de me dizer o que se passa. De que tens medo?
- Tenho medo de voltar... desculpa. Não consigo.
 
Abre a mão. Olha para ela. Não vês? estou aí... na tua mão.
 
Cheguei a casa. Abri o blogger e postei as palavras que não escrevi.
segunda-feira, outubro 20, 2003
 
segue um chazinho. Adoro chá!
 
O cigarro faz-me companhia.
 
As lágrimas aquecem-me.
 
Sinto frio por dentro. A música aborrece-me. desligo-a. O tic tac do relógio da sala faz-me sentir ainda mais a solidão. Angustio-me. Fumo.
 
Está frio.
 
Observo-te; sorrio-te; olhas-me com desconfiança; procuras-me; fazes-me feliz; sorris-me; fazes-me acreditar; vais fugindo; procuro-te; vejo-te ao longe; foges; procuro-te; foges; não entendo; angustio-me; procuro-te; foges... foges... procuro-te; agarro-te; atiras-me da janela; magoo-me... não entendo.
 
Há angústias que parece que nunca vou deixar de sentir.
 
Odeio estar assim.
 
Há coisas que nunca vou entender.
 
odeio perder a vontade.
 
Desistir?
 
Já nem sei que é mais demente... se estes, se esta.
 
Absolutamente demente. Que bom!
 
Uma das coisas que mais detesto é ir à casa de banho e, no final de fazer o que tinha a fazer, reparar que existe um rolo no porta rolos, mas é mesmo só o rolo de cartão que deveria ter o confortável, branquinho e de folha dupla (ou tripla, já nem sei) papel higiénico. Argh!
 
E pronto, é só para dizer que está solenemente aberta a sessão hoje... e como não tenho nada para dizer fico-me por aqui para já.
 
Sempre que fecho o blogger tenho vontade de voltar e dizer: pronto, fechei o blogger por hoje... mas isso implica voltar a abri-lo por isso nunca o fiz, mas hoje apeteceu-me.

Sim, tinha fechado, voltei a abrir para dizer que fechei. Acho que vocês têm o direito de saber isto... ou então sou apenas eu que estou com sono e... e... bom, o melhor é ir dormir.
 
Eu já estava animada e recebi agora (ou li agora) um email do Jordi que acabou de me animar ainda mais :) obrigada!
domingo, outubro 19, 2003
 
É tão bom sentir uma overdose de prazer!
 
Isso é porque tu és uma criança grande, minha querida. Eu não tenho essas qualidades todas, tu é que me imaginas na medida daquilo que precisas de mim. Entendes? Eu também gosto de ti e tu podes ser como queres.
 
Sinto-me sempre muito pequenina perto de ti. E, no entanto, és mais baixa do que eu. Mas sinto-te grande, completa, bonita, forte, estável, calma. Gosto de ti. Queria ser assim.
 
Perdoa-me! perdoa-me este erro. Espero que não estejas zangada comigo e espero que não fiques ainda mais.
Não sei. Não sei porque ficarias zangada comigo, mas sinto que há razões para isso... sim, sou complicada, mas gosto de ti.
 
Mas pronto... o que interessa é que as pessoas acreditem. A força da mente cura muita coisa, lá isso cura.
 
ai Catarina normalmente as pessoas dizem-me:

- dótôra, eu estava constipada e tomei um remediozinho homeopático e fiquei boa!
- E em quanto tempo dona Alice?
- Em duas semanas mais ou menos
- E a dona Alice acha que se não tivesse tomado esse «remediozinho» a constipação não se curaria por si em duas semanas?
- Não sei, dótôra, mas lá que me senti melhor, isso senti.

Pois... mal não fazem. É como tomar água ou comer smarties...
 
A Catarina anda a tomar remédios homeopáticos... eu prefiro nem comentar ou ainda ofendo alguém.
 
Bolas, não tenho café em casa!
 
Deixem-me lá parar com estes diálogos mentais que estou a ter convosco e vou mas é fazer o que tenho de fazer... até já (ou então não!)
 
sim, mas nisso têm razão... às vezes dá vontade de estar deitada no sofá mas enrolada noutra coisa que não o cobertor...
 
SUAS MENTES PREVERSAS! O LÍQUIDO A ENTRAR-ME PELA GARGANTA ERA O CAFÉ! AI AI!
 
sim eu sei que não é um daqueles frios dias de inverno em que só dá vontade de estar enrolada num cobertor, sentada no sofá confortável com o café quentinho ao lado, mas fingir um bocadinho não faz mal nenhum.
 
Apetece-me tanto um café! mas apetecia-me que alguém o fosse fazer e o trouxesse ainda quente a deitar aquele vapor todo, para eu me poder manter aqui sentada no computador, de volta das minhas obrigações enquanto ia aquecendo as mãos na chavena, soprando o café espalhando o vapor e bebendo lentamente sentido o calor do líquido a entrar-me pela garganta... que bom!
 
Não se pode virar as costas que vocês nem me vêm visitar... AMIGOS DA ONÇA!!

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