Escárnio e bem dizer
sábado, outubro 04, 2003
 
liguei o computador. Fui ali. :]

Obrigada.
sexta-feira, outubro 03, 2003
 
vou mudar ali o alienada porque acabei de ler agora um email de um admirador que não me quer alienada... ora, deixa lá ir ver o que posso pôr (depois prometo responder ao email, agora estou mesmo, mesmo sem vontadinha!)
 
depois responderei aos emails... agora também não me apetece. mas fui ler.
 
como vêem ainda não desisti de aqui vir... mas continuo no meu mau humor sazonal e sem vontade de postar
 
Help Improve Blogger by Taking a 15 Minute Survey. - O que é isto?
quinta-feira, outubro 02, 2003
 
É por nós que temos de nos levantar todos os dias e não pelos outros. (isto vem a propósito de um post do encalhado... ainda o estou a ler).
 
Encontrei um encalhado... adorei o encalhado. Acrescentei o encalhado ali ao lado.
 
Vou ao technorati ver como param os links...
 
olha olha, agora queria reiniciar! não filho! reinicias quando eu quiser! ora!
 
este parvo deste computador decidiu que também tem de mudar qualquer coisa... mete-se para aqui a fazer updates sem eu lhe dar autorização.
 
Ligar o computador, ir aqui. BOLAS! esqueci-me que já não há novidades lá!...
 
Isto de dormir em casa nova (ou em sitio estranho) deixa-me sempre a estranhar o sitio... lá vêm as insónias. E pronto venho para aqui.
quarta-feira, outubro 01, 2003
 
Acabou mais um. Curiosamente fico a sentir saudades. Sim, ela parecia-me um pouco paranóica. Cheguei a considerar que poderá sofrer de doença bipolar. Mas até gostava da sua paranóia, das suas implicâncias, da sua forma de vida tão antiquada, tão pouco adaptada aos dias de hoje.

Parece-me que estamos em semana de despedidas, foi a Catarina, a Lili, a 100vergonha e agora a Inês...
sim, sei que não a tinha nos favoritos e, curiosamente, agora reparo que ela merecia estar lá. Não por eu querer divulgá-la, mas porque era curioso lê-la. As suas mudanças de humor, as suas «manias» (tentem saber o que significa o termo manias em termos psiquiátricos, a mim não apetece explicar), tudo isso me puxava para o Azimutes. Ler, estudar, perceber.
Fala de sexo como algo divino, do corpo como algo sagrado, da vida como algo profundo e quase intocável e incompreensível. Fala das outras pessoas como se todos necessitassem dos seus ensinamentos para viver e ser feliz (defeito de profissão), e tenta ensinar a blogosfera a ser diferente. Sente-se frustrada por não conseguir mostrar os seus pontos de vista de forma credível e tem tantas certezas acerca daquilo que pensa que por vezes nos faz sentir vontade de dizer: pronto, está bem, tens razão... isto com ar maternal, claro.
Esta é a Inês. Assim eram os azimutes. Acabaram hoje e vou sentir saudades (desculpem, mas há por aí mais alguém com doença bipolar para eu poder ler?)

 
só uma correcção... era assíduos... só vi hoje. Ali numa mensagem em baixo. Agora volto à fase Zen.
 
Não me apetece escrever hoje... preciso de meditar. Estou numa fase Zen.
terça-feira, setembro 30, 2003
 
E acho que com esta última mensagem acabei de perder uns quantos leitores assídios deste blog... ou então não!
 
Ainda sobre o Gajo. Qual é a lógica Dele existir? pensem bem?... pensem lá. Ah! estou aí a ver pessoas que não estão a pensar. Pensem. Não tem lógica nenhuma!!! porque haveremos de pensar que a vida não é mesmo só isto! ela é só isto. Por isso a temos de aproveitar tão bem! é que se houvesse mais podiamos sempre dizer: que se lixe esta merda toda! até está a correr mal. Vou mas é ajavardar e depois o Gajo dá-me uma vida nova para eu recomeçar. Porreiro!

Era muito mais fácil. Mas lamento, não acredito nisso.

E mais: se Ele existe é um Gajo muito injusto, muito mau, muito sádico e muito macabro. Dou-vos apenas algumas palavras e expressões para fundamentar este meu pensamento:

- Pedofilia
- Violação
- Tortura
- Fome
- Desmembramentos
- Inocentes em sofrimento

E não me venham com merdas a dizer: ah! mas isso é porque essas pessoas estão a vigiar (adoro esta expressão: vigiar) pecados de vidas passadas. Ora porra! então isso significa que têm sempre de existir violadores para haver violados (para vigiarem pecados) e esses violadores vão vigiar os seus pecados na próxima vida.
Ou seja, o Gajo está lá em cima e diz: ora tu nesta vida vais ser um violador e depois para a próxima vais pagar por isso: AH AH AH AH AH! - Macabro! sádico! - não me parece que exista.
 
às vezes sinto que já vivi o suficiente. Não que não haja mais para viver ou que a vida não me corra bem, não é isso. Mas já vivi o suficiente. Se morresse agora morria com uma vida completa. Boa ou má era completa.
Dá vontade de dizer: pára lá com isso Pá! (este Pá podia ser dirigido ao que habitualmente se chama de Deus (com maiúsculas para não chatear ninguém... ah deixá lá meter o pá em maiúsculas também)). E Ele, se existisse como dizem, vinha ter connosco e parava.
 
estou drogada pela vida.
 
Tenho tantas saudades tuas! Queria abraçar-te, ver-te sorrir, conversar contigo. é sempre tão bom conversar contigo. Sabe a pouco, mas é bom.
 
E vives nessa angústia de não saberes se és o que mostras ser. Vives permanentemente encapuçada porque tens medo de um passado que já passou. Assusta-te o que pensaste. Assusta-te como agiste. Tens medo de voltar a pensar e a agir da mesma forma e por isso te escondes. Isso é viver, minha querida? será viver estar escondida, sempre com medo de voltar a cometer coisas que nem sabes se vais voltar a cometer? será viver isso que estás a fazer? fala! conta! diz o que sentes. Manda para fora. Chora! vais ver que depois de tudo cá fora ficas a perceber se és ou não assim. Se fores o melhor que tens a fazer é aceitar-te como és e aprenderes a viver contigo... eu ajudo-te nesse processo. Se não fores poderás respirar de alívio porque deitaste fora um lixo que tens aí guardado há tanto tempo.
Estou aqui. Ganha coragem.
 
Tenho medo. Tenho vergonha.
O que fiz está feito e de que adianta falar disso agora? está feito. Falar não o vai mudar. Mas talvez aumente a minha vergonha porque as outras pessoas passam a saber que o fiz. Entendes? é disso que tenho medo. É isso que se passa comigo. Medo. vergonha. Não sei se me censurei, mas sei acho que está errado o que fiz e que não quero que ninguém saiba o que é, porque eu não sou assim... Talvez seja. E esse é o meu medo: e se eu sou assim? não gosto de mim assim. Prefiro ser aquilo que mostro.
 
Tens de saber o que se passa contigo, minha querida, só tu podes saber o que se passa. Porque tens medo de assumir, de dizer? o que te magoa? o que te assusta?
eu vou entender, não vou censurar. Lá por tu te censurares, te não perdoares, não quer dizer que os outros não entendam. Ganha coragem! manda cá para fora! vais ver que vais sentir-te mais alividada. E talvez até consigas perdoar-te, compreender-te e não te censurares. Tenta. Força!
 
dói viver e custa morrer.
 
olha desapareceu!! faz-me lembrar uns posts que desapareciam sempre que eu os comentava no meu blog... adiante!
 
está ali um 112F no fundo de um post... que estranho! eu não o coloquei lá!
 
olhe! se faz favor! podia recolher o lixo sem fazer tanto barulho? é que há aqui gente concentrada numa série de trabalhos!
 
Obrigada aos desblogueadores (sempre em cima do acontecimento).

Ruivinha: beijinhos (não sei se o email foi, mas se não foi ficam os beijinhos e a certeza que és boa pessoa por aqui ;) )
segunda-feira, setembro 29, 2003
 
4000

ainda me lembro quando cheguei aos 100 e achei que estava tudo louco... agora tenho a certeza :)

obrigada por essa loucura! adoro-vos :']
 
Dá-me pelo menos a possibilidade de saber que não me queres mais.
 
É em mim que encontro as forças para viver.
 
Eu sou muito distraída e acabo por ser mal educada. Fui ao technorati e descobri uma série de blogs que me adicionaram. Alguns até dizem coisas bem bonitas a meu respeito como é o caso do sombra ao sol que desconhecia e que gostei de ler (e ao qual agradeço agora já, para não ter de o colocar na lista abaixo ;) ).

Assim, e correndo o risco de me repetir (e indo ter um trabalho do caraças com isto) aqui ficam os agradecimentos. Obrigada:

Niilista Optimista
7000 mil nomes
Dias Coloridos
Pois Claro! (tenho a impressão que já tinha falado neste... ou então não!)
3tesas nao pagam dividas (BEM!!! ADORO O NOME DESTE BLOG!)
Blog de publicidade
Avatares de um desejo (também acho que já tinha falado deles... ou não!)
e (last but not least):
Jaquinzinhos (bem giro este blog... sou mesmo distraída)

 
este adicionou-me aos favoritos. Começou ontem e já promete.
 
Numa loja:

Empregada - Bom dia, o que deseja?
Cliente - Queria uma vida, se faz favor.
Empregada - Com certeza, de que tipo?
Cliente - Perfeita.
Empregada - Vidas perfeitas não temos. Lamentamos.
Cliente - E quase perfeita?
Empregada - Isso já temos, venha aqui à secção de vidas quase perfeitas por favor.

Depois de muito olhar e comparar preços, o cliente exclama:

- Esta vida deve estar no local errado! então o homem é pobre, vive só, tem pouco dinheiro e vive basicamente daquilo que produz sem ter qualquer tipo de luxo!

Empregada - A nossa vida é aquilo que fazemos dela. Podemos ser felizes com pouco e infelizes com muito. A riqueza e luxo apenas facilitam a felicidade, mas não a trazem.

Cliente - Ah! está bem. Então prefiro levar uma vida com luxo porque é mais fácil a cabeça fazer dessa uma vida feliz.

Moral da história: Sei lá! acabei de inventar a porcaria da história agora. De qualquer maneira lá que se é muito mais feliz com dinheiro, isso é! (eu não devia dizer estas coisas...)
 
E a porra do AEIOU que continua sem funcionar!
 
Teorizo, aplico, vivo.

Sinto a frustração de nem sempre a prática ser igual à teoria, mas vivo na esperança desta teoria que agora agarro vir a resultar na prática. É uma bola de neve. Se teorizo corro o risco de me desiludir, se não teorizo nem me agarro a projecto nenhum porque parto do princípio que não funciona.

E se não funciona?

Se não funciona sinto a frustração de ter acreditado num projecto que era falso. Se funcionar... será que alguma vez funciona?

Sim. Por vezes funciona.

É nas lembranças que reside a esperança. Se nos deixamos abalar por um fracasso presente e nos esquecermos dos sucessos passados, acabamos derrotados, magoados, frustrados. Mas se nos lembrarmos desses sucessos acabamos a levantarmo-nos do chão mal acabamos de cair.

Levanta-te Maria. Não fiques a lamentar o que já passou.
 
Prestes a mudar de casa :]
domingo, setembro 28, 2003
 
Foi mesmo só para meter o bonequino do humor aqui...
 
Hoje o AEIOU está a irritar-me! chiça que não entra!
 
Estive para aqui a ganhar coragem para apagar a lili, o 100nada e o 100vergonha da lista ali ao lado... não consegui inteiramente. Criei um novo grupo para eles. E fico à que ele passe.
 
Alertada pela Lénia fui comer morangos. Estou a gostar.
 
- Olhe desculpe, este tempo está mal passado. Podia levar para dentro e passá-lo melhor? é que eu não gosto de tempo mal passado.
 
- O que estás aí a fazer?
- Estou à espera que a minha vida chegue.
 
deixo o diário aberto, esqueci-me dele em cima da mesa do quarto, que maçada, toda a gente vai ler e agora? vão saber como é que eu sou, o que é que penso...

...o que vale é que toda a gente é ninguém (...) e o que eu penso, o que eu penso vale tanto como tudo o resto: nada.


100nada a 19 de Maio de 2003

Flores para o 100nada

Há algum tempo que viajo, sem participar, na blogosfera. Vinha aqui para ler. Muitas vezes para tentar perceber como seria a pessoa ou pessoas por trás daquelas palavras. Encontrei blogs com ritmo, pouco pessoais (mas sempre com um toque pessoal), engraçados, de vários autores que nos trazem momentos de boa disposição. Encontrei outros de um só autor, bem mais pessoais, que demonstram mais como será aquele autor. Todos têm sempre um estilo próprio. Uns são mais para o nostálgico, outros têm poesia, outros demonstram fúria nas palavras, outros alguma consternação, outros até alguma paranóia... Depois há o 100nada...

No primeiro dia que li adorei o seu ar despreocupado. Escrevia tanto no feminino como no masculino e não se identificava. Achei que seria mulher (não me enganei), mas escreve como quem abre as mãos e as palavras lhe saem dali. Passei a ter a “terapia 100nada”, porque o 100nada me colocava um sorriso nos lábios, porque não falava de problemas da actualidade do país, não expunha grandes teorias, não tentava parecer melhor que os outros... simplesmente era assim: um blog que não era um blog. A Catarina deu um novo estilo à blogosfera, ou, se não foi ela a primeira a adoptá-lo, foi, com certeza, ela que o adoptou melhor: o estilo de quem escreve a olhar para dentro e não a olhar para fora. O estilo de quem escreve consoante o que sente: Amor, frustração, raiva, alegria, tristeza, paixão, irritação... é tão despretenciosa que comove quem a lê.

Quando passei por uma fase menos boa da minha vida, achei que as palavras me ajudavam, as palavras que outros escreviam, mas achei que, talvez, se eu escrevesse as minhas próprias fosse ajudar mais. Não me enganei. As palavras, quando usadas correctamente, ajudam. Foi no estilo leve do 100nada que me inspirei. Nunca deixei de o assumir. Considero o 100nada como a mamã do meu escárnio. Um e o outro ajudam-me a passar melhor os dias. Um porque é meu e escrevo para me libertar, outro porque é dela que escreve e me liberta... Hoje acaba o 100nada. Hoje os meus dias ficam mais feios.

Respeito, compreendo e aceito que a Catarina se sinta magoada pela escrita. Aceita também, Catarina, que eu sinta uma tristeza tremenda por perder essa tua escrita individual. Repensa essa decisão. Talvez as palavras que te magoam possam ser usadas de forma a aliviarem-te. Não sei. Não consigo entender essa angústia. Ou não consigo entender em que é que as palavras a aumentam... Aceito, compreendo, respeito a decisão, mas compreende tu também que hoje deixaste o escárnio orfão, com uma lágrima a teimar sair e com flores para colocar no 100nada.

Obrigada por seres, por existires, por escreveres. E, se um dia voltares atrás com essa decisão, estamos todos aqui atentos à reentrada "with arms wide open".

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