Escárnio e bem dizer
sábado, agosto 30, 2003
 
O post anterior era para ser só: adoro chupar-lhes a cabeça (porque é a parte que mais gosto de todo o ritual), mas achei que seria mal interpretada...
 
Adoro gambas e todo o ritual para as comer. Tirá-las da taça. Arrancar-lhes as patas. Tirar-lhes a pele. Arrancar a cabeça. Chupar a cabeça. Agarrar o resto pelo rabo e comer. Tudo isto acompanhado com uma bela cerveja fresquinha e muitos amigos.

É um dos grandes prazeres que tenho na vida.
 
Pára com isso! Pára de te martirizar. Pára de me martirizares! Bolas!
Acabou. Foi isso que tu quiseste. Por favor não te faças isso a ti, a mim e a essa rapariga que não tem culpa das tuas mudanças repentinas de opinião.
Meu querido eu não te amo, nunca amei. Gosto de ti. Sinto por ti um carinho do tamanho do mundo e é disso que sentes saudades. Não precisas de sentir saudades. Não me perdeste. Eu estou aqui enquanto pessoa para te ouvir, para te abraçar, para sair contigo e tomar uns copos. Não mais do que isso. Mete nessa cabeça que, de mim, não precisas de mais.
Procura alguém que te ajude, eu não posso fazer mais nada e não quero que acabes com a tua vida sentimental por causa de dúvidas que nada têm a ver com essa rapariga. Bolas! olha para ti! olha!
Em vez de me procurares nos momentos de angústia procura-te a ti. É de ti que precisas e não de mim! eu sei disso por conhecimento e experiência própria. Não te deixes perder, meu querido. Eu não posso procurar-te.
 
Quando começamos a ler e a ouvir este blog, começamos devagar... Nem sempre entendemos como a música se encaixa no que lemos. À medida que o tempo avança, avança também o nosso envolvimento com as palavras escritas e os sons ouvidos. No final sentimos uma grande paz por termos lido até ao fim as palavras que aquela música emoldura.
 
Esta ruiva está muito caladita hoje...
 
Será que ela não quer regressar dois dias mais cedo?
 
ligaste-me. disseste que sentes a minha falta. Precisas dos meus conselhos, da minha compreensão. Gostas da tua namorada mas ela não te compreende como eu. Sentes falta disso. De alguém que te ouça, que te compreenda, que te aconselhe (e abane)...
Digo-te que terminámos o que tínhamos e que é normal que se sinta falta de umas coisas. Mas tens de ver as coisas positivas dessa tua nova relação. Para começar é séria. Não é a brincadeira que tínhamos. Isso é melhor para ti. Não te dá mais segurança? Dizes que sim. Ela ama-te e tu ama-la a ela. Dizes que tens dúvidas porque sentes a minha falta. Mas não me amavas, meu querido! Já não sabes.

Meu querido, é natural que sintas falta de coisas que eu te dava. Mas não é de mim que sentes falta, é de ti. Era do conhecimento de ti que eu te permitia alcançar. Mais nada. obviamente que passámos momentos muito bons. Divertimo-nos imenso. Mas isso também passas, com certeza, com ela. Com ela assumes coisas que não assumias comigo. Não precisavas de mim como tua "namorada", precisavas de uma conselheira. Era isso que eu era.

Ria-me tanto com as coisas que me pedias. Sabias que não te podia dar algumas, mas pedias. Recomendava-te outras pessoas... querias-me a mim. Eu não posso ser! sabes bem disso! Mas não tinhas coragem para te assumires diante de um desconhecido, dizias-me.

Ó meu querido! não podes procurar-me a mim. Procura alguém antes que deites a perder o que tens por uma ilusão passada.
Ganha forças! olha para ti. Assume-te como és e ama-te incondicionalmente (não falo de orgulho excessivo porque isso é muito mau, falo de amor próprio. Aquele amor que nos faz gostar até das más coisas que temos, nos faz assumir perante nós e os outros). É tudo o que tens de fazer. O resto vem por acréscimo.
 
Chego à conclusão que ainda mexes demasiado comigo... tenho de permanecer longe por mais algum tempo.
 
Não há nada como a ironia para se perceber a realidade...
 
Vou mudar de casa (finalmente). Talvez para o mês que vem já esteja na minha casa nova (minha mesmo, para variar).

Um pouco nostálgica (apesar de detestar este bairro), pus-me à janela a observar os estendais vizinhos. É curioso como dá para perceber como é um agregado familiar através da roupa estendida. Podemos até perceber gostos e formas de vida através dela. Achei graça especialmente a um dos estendais. Na janela havia duas cordas, uma por cima da outra. Na de baixo estavam estendidas as roupas do casal, a mulher essencialmente em tons de branco e castanho e o homem em tons de azul escuro e preto. Por cima desta estava uma corda só com roupas de um bebé, menino, com cerca de 1 ano. Os tons eram encarnado e azul escuro. Achei gira esta organização...
 
- Estou João, o meu scanner não funciona, não sei o que se passa!
- Mas não funciona como, que erro dá?
- O computador diz que não o encontra...
- Calma, mulher, eu vou já aí ver o que se passa.
- Obrigada, até já.


- Ó rapariga! para a próxima liga a ficha antes de me ligares. Está bem?
- ...
 
Pensei que ia apanhar uma grande desilusão, afinal surpreendi-me positivamente. Que bom! adoro quando isso acontece :)
 
"Já pensou em ganhar 5 mil por mês?" - Mas 5 mil quê?...
 
Bolas! mas porque é que eu não leio as embalagens das coisas que compro decentemente e me limito a olhar para os desenhos!?!?! pensei que eram bombons... afinal são caramelos! que tristeza!
 
Aposto que vocês eram daqueles que faziam birra sempre que os pais os tentavam enfiar na cama.
 
É o que dá escrever e ir ler muito tempo depois... depois de publicado e tudo (não houve um ex-presidente que fez a mm coisa? Não! deve ser impressão minha...)
 
Explicando uma frase de um dos posts abaixo: "Fiquei quase com a sensação que todas as pessoas de quem tenho saudades estavam aqui ao lado para eu as matar." - Era para matar as saudades... que frase infeliz!
 
MAS O QUE É QUE VOCÊS OS 6 ESTÃO AQUI A FAZER?... TOCA A IR PARA A CAMA! EU NEM ESTOU A ESCREVER NADA DE JEITO... isto é mesmo só vontade de estar a carregar nas teclas...
 
ronhónhó também é uma expressão gira... eu uso mais o ra nham nham... mas ronhónhó dá menos trabalho a escrever... tenho de pensar em mudar isso.
 
A escrita, a net, tem o poder de criar um mundo que não existe na realidade.
Ou existe?


R.: Existe sempre. Nem que seja na nossa cabeça (claro que quando o mundo só existe nas cabeças, recomenda-se a toma de um antipsicótico)
 
O jantar continua...
 
Ela quer que adivinhemos onde tirou aquela foto (linda)... E eu afirmo que a imagem me é tão familiar!!!! mas não sei.
 
Gosto sempre de ver este blog com som... hoje o meu som não está muito bom, por isso vejo amanhã.
 
popups!!!!!! é isso!
 
confesso que me assustei.
 
Agora reparo que coloquei uma citação no post abaixo... será que vou aborrecer alguém?
 
No Leite de Creme:

"Pum Pum!
É bom ter saudades e poder matá-las."

Li isto e senti quase um abraço... Fiquei quase com a sensação que todas as pessoas de quem tenho saudades estavam aqui ao lado para eu as matar. E a verdade é que é uma sensação tão boa! olhar para pessoas que nos dizem tanto, de quem gostamos tanto, que gostam tanto de nós e podermos abraçá-las, senti-las, saber o que se passou e o que se passa com elas.

Agora fiquei com vontade de voltar... voltar lá, abraçar aquelas amigas e chorar de alegria. Apeteceu-me voltar aos tempos da Universidade onde, depois de uma tarde passada na biblioteca (onde eramos mandadas calar umas 100 vezes por dia), passavamos noitadas de verdadeira loucura. Cantar, beber, rir, praxar caloiros (o engraçado é que eles é que vinham ter connosco)... era tudo muito giro.

Sinto até saudades das noites de estudo. Aquelas em que o mais louco que bebíamos era café e debatíamos a matéria... sim, acabávamos sempre por nos desviar para outros assuntos... estávamos uma noite inteira a estudar (umas 8 horas e no final aproveitavam-se 3 de estudo e 5 de muito convivio). :) era giro e acabou por ser proveitoso para todas.

Sinto tantas saudades que já não posso matar!


 
Agora reparo que me parece que o blogger começou a abrir uma dessas janelinhas... dantes não tinha nada disso.
 
Vocês não odeiam aqueles sites que vos abrem outras janelinhas (como é que elas se chamam?) com publicidade?

Então e aqueles que metem essas janelinhas mesmo no meio do site que queremos ver e depois aquela porcaria não sai dali nem a pontapé!? que irritação!
 
Não, não vou explicar melhor o post abaixo, mas depois de pensar, cheguei à conclusão que tenho de dizer (a quem de direito) que não tem nada a ver com emails que hoje me chegaram, ok? a esses respondi mesmo pessoalmente. (beijinhos reforçados a quem sabe).
 
Já estava à espera...
 
Odeio ter vontade de escrever e não saber o quê...
sexta-feira, agosto 29, 2003
 
Esta rapariga no dia 15 disse que ia jantar... nunca tinha "visto" um jantar tão longo!
 
Não o devia ter feito mas apaixonei-me por ti. Pelo teu ar despreocupado, pelos teus movimentos sexy, pelos teus olhos azuis. Azuis da cor do oceano. És tão seguro de ti e isso fascina-me.
Sou insegura, sou inexperiente.
Saímos os dois uma noites destas depois de termos falado tantas vezes, depois de eu saber que gostas de ter tantas mulheres, tantas outras para além da tua namorada. Depois de nos termos seduzido mutuamente. Aquele beijo escondido que me deu um aperto no peito e me marcou… dado a medo, após o qual fugi de ti.
Tenho tanto medo das reacções que me provocas. Nunca ninguém o fez antes e tu nem sabes disso.
Saímos de carro. O teu carro. Bebemos uns copos. Rimos. Convivemos. Acabámos estacionados à beira mar, ou à beira rio… nem sei bem. Havia água e estava contigo. Era o que interessava. Não importa o local.
Falámos tanto sobre tantas coisas que nem vi em ti qualquer ar de segunda intenção… um local escondido dos olhares alheios… sim, sou demasiado ingénua para a idade.
De repente, sem eu esperar, debruçaste-te sobre mim e beijaste-me. O beijo mais perfeito e mais erótico que alguma vez senti. As tuas mãos percorreram todo o meu corpo e eu, incontrolavelmente, gemo de prazer. Tocas-me, beijas-me e, uma vez mais sem eu saber como, já estás todo em cima de mim.
Tanto desejo, tanta vontade de ter mais… mais de ti. Quero ver o teu corpo, quero senti-lo. Quero dar-te o meu…
Sou virgem. Não posso. Estou apaixonada. Acho que amo.
- Não! – digo num suspiro pouco convincente.
Sorris e dizes-me que tenho um corpo perfeito (apesar de só o veres por cima da roupa). Dizes que os meus gemidos te excitam.
- Não brinques com os meus sentimentos… - digo desesperada.
- Eu não estou a brincar com os teus sentimentos – respondes olhando-me profundamente com uma força que nunca vou esquecer.
- Se calhar estás e não sabes…
Sais de cima de mim. Fechas os olhos em desespero. Sinto-te hesitante. Quase zangado. Desiludido. Como era possível? Como era possível depois de tudo o que eu sabia de ti?!? Depois de me teres dito quais as tuas intenções em relação a qualquer mulher que não fosse a tua namorada! Como era possível?
Afirmas que não entendes as mulheres. Que não percebes porque se apaixonam por ti.
“Porque tu és fascinante e apaixonante!” – quis dizer.
Dizes que assim não vai acontecer nada. Que não me queres magoar.
Mas já me tocaste tão profundamente… já me fizeste ver que me desejas, já me fizeste sentir tanto desejo e nunca me tinha sentido assim… não sei controlar estas novas sensações.
Deixas-me em casa com um beijo na face.
Caio na cama com um sorriso e muitas dúvidas.
Mais tarde disse-te que era virgem:
- Não pode ser. Tu tens 20 anos!
Sim, eu sei. Mas nunca ninguém mexeu comigo o suficiente para lhe dar o meu corpo e a minha alma (soubesse eu na altura o que sei hoje).
Mais tarde voltei a seduzir-te (já conhecia a fórmula). Sabia que me desejavas. Sabia que te queria. Não tinha dúvidas… foi uma noite inesquecível… demasiado inesquecível.


Talvez um dia fale dela também. Agora não. Não estou preparada para a divulgar, tal como não estava preparada para enfrentar as consequências desse impulso louco e arrasador.
Arrependimento? Só de não o ter feito antes…

quinta-feira, agosto 28, 2003
 
Já agora, peço desculpas por todas estas alterações pelas quais não tenho responsabilidade, mas não mando na estabilidade dos outros (mas posso curar a instabilidade. Uma Sertralina ou Venlafaxina curam isso)...
 
Alterei lá em baixo o post sério onde tinha o link para o blog a que estava a responder. Como o dito post desapareceu do tal blog não faz sentido referenciar as pessoas para lá...

Um aviso: nunca me verão alterar coisas ou apagar posts sem explicar os porquês de o fazer... o blog é meu, é um diário meu, mas a partir de o momento em que o tornei público acho que quem o lê tem o direito a perceber minimamente o que se passa... Isso implica saber quais as razões que me levam a apagar algum post ou a alterar alguma coisa no mesmo.
 
Curiosamente e uma vez mais depois de eu lhe responder a Inês Alva apagou a mensagem a que eu lhe respondi (é a segunda vez que acontece)... Parece-me sinal de instabilidade...
 
Bolas que o post abaixo é demasiado sério... vocês nem leiam aquilo! a sério! não leiam!


Depois não digam que eu não avisei...
 
Notei um grande controlo nas palavras da Inês Alva (continuo a achar exagerado o "amor próprio" ou convencimento...) porém engana-se tanto a meu respeito:

Entrego-me quando sinto que quero. Por amor, paixão ou apenas desejo. Num templo entra qualquer um que queira e acredite: eu não quero que no meu corpo entre qualquer um....

Entrego-me a quem quero e, desculpe, não acredido em deus. Não critico quem acredita pois normalmente essas pessoas encontram paz nessa mentira. Diz que é professora e por isso convive com muita gente e ouve muitas histórias. Não sabe, porque nunca o disse, mas digo-o agora, eu sou psicoterapêuta... um psicoterapêuta não tem de ter uma vida perfeita e de vez em quando necessita de dizer umas coisas. Muitas das "estórias" que aqui conto não são minhas, mas são reais (adaptadas para não serem reconhecidas). Outras são minhas. Já aqui o tinha explicado.

Eu sou realmente mais nova que a Inês... um ano... tenho 33.

Há mulheres que se contentam com um só homem toda a vida. São felizes assim. Ainda bem. Eu nunca poderia ser feliz sem mais experiências (mas não tive assim tantas... parece que estou a mostrar um troféu. Não estou).

Falo aqui de sexo porque não o considero tabu. Acho que as mulheres têm exactamente os mesmos desejos que os homens e, quando sinto desejo por um agarro o que quero. Poucas, muito poucas, foram as experiências exclusivamente físicas que tive. Mas as que tive deixaram-me o corpo satisfeito. A alma, essa já estava satisfeita comigo mesma. Cometi erros? Pois cometi e ainda bem. Com eles aprendi a ser o que sou hoje. Conheço os meus limites, não tenho dúvidas quando digo não, nem quando digo sim. Sei o que quero e busco isso.
Não me arrependo do meu passado. Ao contrário da sua amiga, se eu voltasse atrás fazia exactamente o mesmo (ou mais ainda). As cinzas não me assustam porque podem sempre ser limpas.

Não Inês Alva (nome fictício, ou não) o que aqui escrevo não é ficção, é realidade. Algumas coisas são uma realidade passada, outras são uma realidade alheia e outras são uma realidade presente. Deixo a liberdade de escolher o que é o quê aos meus leitores. O meu blog não é um filho meu, mas sim um diário de "estórias" que quero contar e, por uma questão de ética, moral ou coragem, não o posso fazer noutro lado.

Como psicoterapêuta, Inês, notei em alguns dos seus posts muita frustração contida. Notei em alguns dos seus posts muita alegria fingida... mas, como psicoterapêuta, sei que não posso analisar por palavras escritas (ao contrário do que fez comigo) porque as mesmas podem ser ficção, podem ter uma entoação diferente daquela que lhes dei, podem ser ditas com os braços cruzados, com as mãos abertas, com o olhar levantado, ou com o olhar tímido. Todas essas questões alteram o sentido da análise (ou psicanálise). Mas a blogosfera dá-nos a liberdade de imaginar. Também tenho o poder da imaginação e imagino-a a si. A Inês imaginou-me, mas fê-lo da forma errada... os meus vinte anos já estão bem longe.

Cumprimentos Inês... que o seu deus a proteja (tenho de dizer Deus com maiúscula?)
 
Falei-vos aqui há tempos de uma Mailing List que assinei de fãs (pensei eu que eram só os fãs que lá estavam) do Programa da Manhã da Best Rock FM... hoje, e depois dela ter estado uns dias doente, vejo este belo email a chegar-me:

"Queridos ouvintes:

Muito e muito obrigada pelas vossas mensagens. É muito bom receber
"tratamento virtual" quando se está doentinho!


Beijos grandes para todos
Maria de Vasconcelos"

LINDO! que dedicação! :) agora entendo o conceito de "luta" que alguns falam... por estas coisas essa luta vale a pena... (ainda hei-de enviar um email para a tal ML sobre isto).

A todos aqueles que não sabem o link para assinarem a ML não esperem a minha ajuda porque também já não o sei (e não me apetece ir ali atrás procurar)... mas caso queiram muito muito, enviem um email para ml.pmanha@zecompadre.com, e pode ser que vos atendam.

 
Fui ao sitemeter e reparei que o meu número de visitantes hoje, neste momento, é 69... gostei.
 
Agosto chega ao fim. Curiosamente reparo que a solidão de muitas pessoas aumenta. Talvez não uma solidão física mas a solidão de sentir que as férias terminam, o stress volta, as preocupações aumentam. Sinto isto porque os meus dias tornam-se mais agitados. Há mais gente a procurar-me.
Dar a mão faz-nos sentir menos sós. Mas às vezes questiono se não dou a mão para me segurar enquanto todos pensam que a dou para os segurar... é estranho.

Valha-me o blog para dizer tudo o que realmente me vem à cabecita...
 
Prefiro acordar com o sol a brilhar. Hoje espreitei pela janela e estava tudo molhado. Fiquei nostálgica (mais).
 
O tempo foge e eu tento agarrá-lo aqui. Depois reparo que o tempo virtual é outro, não pode ser o meu.
 
Não Inês... não é errado falar de sexo, o errado é pensar que o sexo é errado... mas no caso de baixo falava mesmo de amizade. Mas o sexo é tão bom!! devia experimentar mais vezes e com mais parceiros. É bom partilhar conhecimentos, partilhar corpos, amar de formas diferentes. É bom confiar. É bom sorrir enquanto se ama, dar gargalhadas enquanto se espera, suspirar... É bom gemer, gritar, sentir prazer... Tanto prazer! Ver o prazer daquele que se ama naquele momento. Olhar para ele. Deixarmo-nos cair sobre ele estafadas de prazer e de dar prazer e beijar enquanto os suores do corpo de misturam e o deixamos de sentir cada vez mais. Confiar... adoro confiar. E adoro amar e saber partilhar.
 
Sim, Inês... eu sei que lê este blog como muitos outros de mulheres que pululam por esta blogosfera.
 
Sim Inês... a anterior a esta era para si.
 
Para as mentes preversas que existem por essa blogosfera a mensagem anterior não fala de sexo mas sim de amizade.
 
Tenho de aprender a não dar tudo de mim à partida. Esforço-me em demasia e depois perco o valor. Tudo o que faça depois já não importa porque já fiz mais. Muito mais. Já não há mais nada a fazer. Deveria ter guardado um trunfo para o final porque infelizmente há quem deixe de dar importância, há quem deixe de dar valor, há quem deixe de elogiar.
 
Mas gosto tanto de ti...
 
Penso. Tento sentir. Já não consigo. A raiva apodera-se de mim porque te abandonei, porque me sinto abandonada... talvez mais por mim do que por ti.
Atravesso um mar de dúvidas e procuro agarrar-me à prancha que anteriormente me prendia a ti. Mas já não consigo. Gosto de ti. Não te amo. Arrependo-me de não o fazer porque és quase perfeito... falta-te o quase. Sou exigente. Demasiado. Eu sei. Queria amar-te para ser feliz, para te fazer feliz... Não posso. Por vezes sinto que não vou ser feliz porque exijo muito dos outros, muito de mim própria... não é possível dar-me tudo o que me peço e isso entristece-me, desilude-me faz-me perder demasiadas ilusões...
quarta-feira, agosto 27, 2003
 
Não percebo... estou triste... acho que havia espaço para os dois. Mas talvez eu seja inocente.
terça-feira, agosto 26, 2003
 
AH! já tinha saudades destes mal cheirosos! :]
 
AH! os frescos de novo em todo o seu esplendor!! que lindos!
 
Parece-me que os frescos fizeram de novo greve de mim...
 
Acho que eles amuaram e eles fizeram birra... e nós, que até gostamos dos dois, que os aturemos.
 
Camioneta de mudanças no meio da estrada. Engarrafamento.
Porque é que há homens das mudanças tão giros?
Fiquei embasbacada a olhar para aquele jovem (devia ter uns 27 anos), moreno, olhos azuis, musculado...

De repente aproxima-se do meu vidro um empregado vestido de branco com um laço preto e uma bandeja com um copo de martini bianco na mão. Agarrei no copo. O martini tinha duas pedras de gelo e uma rodela de limão enfeitava a borda do copo. Olhei para o jovem de olhos azuis que agora tinha óculos de sol e me olhava passando o polegar pelo lábio...

"Ó menina! desculpe lá! isto está uma confusão do caralho!..."

E repete uma vez mais:

"UMA CONFUSÃO DO CARALHO"

E assim acabam com as fantasias de uma mulher...
 
Não percebo aquelas pessoas que querem cheirar bem mas não se lavam e então, para disfarçar os odores corporais, colocam carradas de perfume por cima da roupa e do corpo suado... prefiro mil vezes as pessoas que não se lavam nem se perfumam, agora aquelas misturas de cheiros dão-me enjoos.
 
Manda-me o Nelson esta imagem sugerindo que a mesma é a minha mesa de trabalho...



Nelson: a minha ainda é pior ;)
 
Pronto... depois não gosto muito do trabalho de limpar o chão. Mas o prazer anterior compensa isso.
 
Adoro a sensação que me é proporcionada pelas gotas de águas a escorrerem-me pelo corpo... adoro vê-las soltarem-se e caírem no chão...
 
Gosto de dar flores às pessoas de quem gosto. Mas se pensasse em dar-te uma flor, não dava. Não por não gostar de ti, mas porque preciso de identificar a flor que dou à pessoa a quem a dou. Tu és uma pessoa muito bonita, mas tens uma beleza livre. Nunca te poderia apanhar e colocar numa jarra. Talvez te levasse a ver um campo de malmequeres e papoilas em vez de dar-te uma flor muito bonita, que ia ficar a morrer lentamente numa jarra com água. Identifico-te mais com esse tipo de beleza. Aquela que se observa ao longe mas não se prende. Uma beleza simples, que poucos observam, mas quem o faz, fá-lo com verdadeira dedicação.
 
A Lénia acabou de me deixar emocionada :']... com uma lágrima no canto do olho e sem palavras... Obrigada parece-me tão pouco para dizer, mas não consigo dizer mais nada.
 
Adoro gavetas. Adoro baús. Enfim adoro tudo o que nos permite fechar as coisas e esquecermo-nos delas. Depois adoro ir lá, muito raramente, escarafunchar para ver o que encontro.
É engraçado como podemos ter sensações nostálgicas ao encontrarmos fotografias que não víamos há não sei quantos anos, ao lermos cartas que nunca enviámos a pessoas que acabámos por perder. Este último ponto deixa-me a pensar no que teria acontecido se aquela carta, que acabei por lançar no fundo de uma gaveta em vez de a lançar no correio, teria alterado em alguma coisa o destino daquela amizade que acabou por perder-se ou daquele amor que desapareceu.
Leio, releio e penso que o mais provável era não ter evitado o término da relação, mas sim ter prolongado a sua existência, a mágoa sentida e a humilhação passada.
Lembro-me que me aliviou escrevê-la na altura. Uma altura em que não existiam blogs. Afinal estes posts não passam de cartas atiradas para uma rede que um dia um qualquer «bug» irá engolir... talvez a carta atirada para o fundo de uma gaveta seja mais eterna.
 
Abençoadas malas velhas esquecidas no fundo das gavetas que quase nunca abrimos...
 
Ai ai ai não tenho tabaco em casa...
segunda-feira, agosto 25, 2003
 
Obrigada Nelson por congratulares (não gosto da expressão parabenizar, acho-a demasiado brasileira) este blog pelos seus 1000 visitantes. Fica muito àquem dos mais de 13.000 do desBlogueador, mas este meu bloguezinho só pretende ser um diariozito de uma louca ;) (pronto, talvez seja mais iztupida do que louca).
 
Depois de tentar perceber a cabecita da dita "inteligência" verifiquei que a dona não sabe o que são arquivos e por isso pensa que comecei no dia 18... tenho mesmo pena de pessoas que ficam tão contentes por tirarem conclusões que nem pensam nelas e vão logo atacar... Lembra-me o governo e a oposição... ;)
 
Provoca-me uma certa "inteligência" dizendo que é inteligente... mas é tão inteligente ao ponto de não ver que o meu email já está mais que divulgado neste Blog? Ó rapariga, use lá a inteligência e procure o email. Há tanta gente que me escreve, com certeza poderá fazê-lo também.

Já agora: fico muito contente por saber que o Ecos me citou 7 vezes em 10 dias de existência do dito blog... mas olhe que o meu não existe só há 8. É tão inteligente e não sabe fazer contas?...
 
Não te posso perder. Mas também não te posso ter a qualquer custo...
 
1000...

:']

Obrigada a todos... :'] (estou que nem posso!)
 
Que saudades!


 
Ou melhor... de que país fala a oposição? Era mais isto.
 
Bem a foto que está hoje no Ecos é absolutamente assustadora...

Mas vim falar do Ecos porque concordo em absoluto com a frase dos Jaquinzinhos que lá está divulgada... Realmente de que país fala o Público?
 
Decidi-me! votei no Ricardo Carriço. Tem charme, é português e é assim mais para a minha idade ;)
 
Lembrou-me a Sara de um belo exemplo de diálogo entre duas mulheres com um homem a assistir:

Mulher 1: aquele gajo é todo bom!
Mulher 2: Pois é!
Homem: É maricas! não se vê logo?!?

As mulheres nisso são menos monótonas e previsíveis. Ora aqui fica um exemplo de um diálogo entre dois homens com uma mulher a assistir:

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas!
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser!
Mulher: Tirem-lhe as pinturas e vão ver a merda que ali vai!

Ou

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas.
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser!
Mulher: Tá cheia de celulite de certeza!

Ou

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas.
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser!
Mulher: Aquilo é só silicone!

Ou

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas.
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser!
Mulher: Eu conheço-a, é uma grande puta (pode ter a variante cabra ou vaca)!

Ou

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas.
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser!
Mulher: Deve deve, aquilo nem se deve mexer com medo que rebente alguma coisa (pode ser a variante, com medo de partir as unhas).

Ou

Homem 1: OLHA ALI, OLHA ALI QUE GAJA TÃO BOA! comia-lhe aquelas mamas todas.
Homem 2: ÊeeeeeeeeeeeeeeHHHHHHHH! Grande trancada que deve ser.
A mulher simplesmente amua e não fala mais a tarde toda... Os homens ficam sem perceber porquê.

Entre outras variantes que podem acontecer.
 
Bolas, não sei em quem votar... Assim vou ter de ficar a olhar mais tempo para eles, para me conseguir decidir. Que chatice!
 
Não, não me sinto mais ou menos como te disse. Sinto-me mal.
Sinto-me assim porque não consigo gostar de mim. É impossível. É óbvio que tenho coisas muito boas e disso gosto, mas tenho outras péssimas e, pesando tudo na minha balança, ela inclina visivelmente para o lado do "não gosto". Não há nada a fazer. Não nos podemos obrigar a gostar de ninguém, pois não? por isso para que me queres obrigar a gostar de mim?
Não me sinto bem comigo. E isso leva a que não possa sentir-me bem com mais ninguém.
Não quero estar sozinha. Tenho medo. Queria parar o tempo e conseguir ir lá atrás resolver tudo para depois voltar ao tempo actual com tudo resolvido. Mas o tempo não pára e eu tenho tanta coisa para fazer agora que não consigo ir lá atrás.
A sensação que tinha quando estava contigo era que o tempo parava e isso era agradável. Mas, mesmo assim, eu nunca conseguia ir lá atrás.
Apetece-me nunca mais te falar. Apetece-me não precisar de ti. Apetece-me acusar-te de não me teres dado a atenção que tanto preciso. Mas a vontade que tenho é de me atirar nos teus braços, desatar a chorar e só parar quando não houver nem mais uma lágrima presa aqui dentro. Mas sinto-te cada vez mais longe de mim. Não sei és tu que te afastas, se sou eu ou se fomos nós. Porém sinto-te cada vez mais longe de mim e isso desespera-me.
Apetece-me desaparecer; deixar de viver (se é que vivo).
Preciso de ti mas sinto-me quase num jogo de tiro ao alvo onde não vejo o alvo e por isso vou atirando em todas as direcções para ver se acerto alguma.
Tenho medo de desistir de encontrar esse alvo. Já parei de atirar à doida e agora tento vê-lo. Mas, por muito que procure, não o encontro. Só me apetece chorar, só me apetece desistir.
Nunca duvides de uma coisa: gosto de ti, respeito-te e sinto-te credível.
Talvez não fosse suposto ter-me apaixonado assim por ti. Mas quem te manda ser uma pessoa fabulosa?
 
Então mas agora já fazem comentários ao meu blog usando os comentários deste?

Xung, és um parasita ;)
 
O mundo é muito estranho...
 
Aleluia!! chegaram a consenso... já não era sem tempo.
domingo, agosto 24, 2003
 
A discussão a que me refiro no post abaixo lembrou-me uma história (ou estória... parece que assim é que é correcto) que se passou comigo há alguns anos:

Estava eu a tirar o meu curso e, para tal, precisava de trabalhar para pagar os estudos. Fui parar a um escritório de advogados onde passei a ser secretária /recepcionista. Juntamente comigo havia uma outra secretária/recepcionista. Faziamos horários diferentes mas acabávamos por estar juntas umas 2 horas por dia (para termos horário completo e pq era mm preciso). Ora, um dia a secretária de direcção foi convidada para ir trabalhar para outro lado. O que aconteceu, em breves linhas, foi que uma de nós as duas seria promovida e a outra menina decidiu "queimar-me" inventando uma série de coisas e fazendo uma série de erros dos quais me acusou. Eu era mais novata... estudante universitária... imaginem o que aconteceu...

Fui despedida, claro. Soube depois que a outra foi promovida e contrataram mais duas miúdas. Durante uns tempos estava a ver que tinha de adiar os estudos e o meu curso... mas felizmente arranjei outro trabalho com alguma rapidez.

Disseram-me, na altura que "a mentira vem sempre ao de cima". Mas isso não é verdade. Para aqueles advogados eu fiquei sempre a ser uma grande incompetente. A outra continua a ser secretária de direcção.

Não. Os "castigos" não existem. A mentira pode nunca vir ao de cima. A única compensação que tive foi ter acabado o meu curso, com boa média, e estar profissionalmente muito bem na vida. Obviamente que o facto dos tais advogados me poderem achar incompetente (se ainda se lembrarem de mim), me é indiferente hoje em dia. Não preciso deles para nada... também não preciso da outra. Mas enfrentarmos uma mentira que mexe com a credibilidade que temos diante dos outros é sempre complicado. Hoje em dia já sei ultrapassar isso melhor. Basta pensar na importancia que esta ou aquela pessoa tem para mim. Normalmente as mentiras são ditas por quem não importa e quem acredita nelas também não importará. Quem me conhece sabe qual é a verdade (e aí ela vem sempre ao de cima).
 
AI! detesto ver gente a discutir por causa de mal entendidos, ou coisas parvas e sem sentido. Ó MOÇOS! acabem lá com isso! chiça!
 
Eu sou muito iztupida... sempre que vou alterar alguma coisa no template esqueço-me de guardar, e depois tenho o mesmo trabalho duas vezes. Desta vez foi para inserir a neurótica ali ao lado.
 
Obrigada pelas sugestões de leitura :] e obrigada por me teres nos favoritos. Gostei do teu blog. Também me lembras eu ;)
 
AH!!!!!!!!!!!!!! já percebi a cena do Xung... ;)
 
Já alguma vez tiveram a sensação de estarem a disparar contra um alvo invisível e ficarem sempre sem saber se acertaram?
 
Maria!

O xung... sou eu!


Isto terá alguma coisa a ver comigo?
 
Chiça que estes continuam sem arranhar ninguém!
 
Boa viagem
 
Que giro! a nossa ruiva meteu mais links e separou as meninas dos meninos... meninas primeiro, claro! :]
 
Estou tão contente! é a minha primeira foto a ser metida no blog :]
 
Viram, viram? consegui meter uma foto ;)
 
Vem uma pessoa de fim de semana e apanha isto:

Grande discussão que ali vai porque esta mulher:



Ganhou uma votação para ver quem era "a mais boa"... Eu votei nela e acho que ela esteve muito bem inserida na lista... até acho que havia lá quem merecesse menos lá estar, mas não me viram a refilar por causa disso, ou viram?

Os homens arranjam com cada confusão!... mas andam todos cegos ou são maricas?!?! Esta gaja é hiper boa! chiça! não entendo!

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