Escárnio e bem dizer
sexta-feira, agosto 05, 2005
 
Uma "resposta":

Este não acaba... pode também nunca mais continuar ;)
Este blog durou demasiado tempo. Ele serviu uma função e serviu-a muito bem. Depois, entusiasmei-me e deixei-me andar nele durante demasiado tempo. Deixei-me andar numa pele que deveria ter despido mais cedo. Criei "raízes" que não deveria ter criado. Perdi a coragem de "desaparecer".
Por isso esta janela fica sempre semi-aberta, para um dia, quando me apetecer, ou quando precisar, vir aqui desabafar, ou simplesmente, aparvalhar qualquer coisa.
quarta-feira, maio 25, 2005
 
Sonhei com o mar.

Ou era um rio? Seria o Tejo?

Entrava num barco.

Devia ser grande, porque a viagem seria grande, mas era pequeno porque o sonho era "abafado".

Estavas lá comigo. Ias fugir. Quis impedir-te de ires porque te amo tanto. Disseste que voltavas. Quando? quando voltas?... Daqui a nove meses... talvez onze... talvez um ano. Talvez não voltes... Não! Preciso de ti! Preciso de ti! Não vás. Mas o barco ia partir e eu tinha de sair. Corri, corri, corri. Lágrimas nos olhos mas a esperança que um dia, talvez em breve, tu voltasses. Corri, corri, corri. Estava tão cansada e o barco, de repente, ficou tão grande. Tão escuro, tão feio. Passava corredor atrás de corredor. As portas encerravam-se atrás de mim. Não podia voltar para trás. Não podia ir ter contigo, mas tinha de encontrar a saída porque se não teria de ficar, dentro de um "buraco" a fazer uma viagem de semanas... Corria tanto. E as portas a fechar. Começavam a fechar à minha frente. Vi a saída. O barco afastava-se do porto. Afastava-se e eu tinha de saltar. Mas a porta estava a fechar. Eu tinha de saltar se não ficava ali presa. Presa naquele compartimento pequeno do barco. Sem saída, sem nada, durante semanas...

Isto é um sonho! Isto é um sonho! Posso controlar...* saltei por um buraco que se fechava, cada vez mais, saltei e fiquei tão magoada... ou não saltei e fiquei presa? Será que, na verdade, no sonho, eu fiquei presa?

Fiquei presa onde tu estavas mas sem te poder alcançar...

Doi-me tanto a cabeça.
 
Tudo isto é novo.
Quando olho o horizonte procuro um resto de mim. Não está lá. Não sei se fugi, se morri ou se me matei. Não sei se tenho saudades ou se rejeito memórias. Não posso voltar atrás. Dei um passo em frente. Um... dois... três... perdi-lhes a conta. Desapareci. É tão definitivo e tão assustador. É bom?... dizem que sim.
sexta-feira, maio 13, 2005
 
*Angústia*

Mudei.
Não preciso disto.
Consigo viver sem isto.
A mim não me agarra.
Não tenho problema nenhum com isto.
Eu sou diferente.

...
...
...

Minha querida, sabes as vezes que já ouvi essas palavras?
terça-feira, maio 03, 2005
 
Porque o meu "ter de" é tão diferente do teu o meu "foda-se, caralho, puta que pariu esta merda" é muito mais sincero.
 
Gostei tanto! mas gosto ainda mais quando mo dizes por ti. Obrigada.
 
porque o meu "ter de" é tão diferente do teu, as minhas lágrimas são mais fortes.
terça-feira, abril 12, 2005
 
Porto. Davidoff... já volto.
 
Tenho medo. Não estou a gostar do caminho que isto leva.
 
Se vocês soubessem os nervos com que estou hoje! ai ai.
 
um post. Cá está ele. Pronto!
 
- Há coisas que não se dizem a ninguém, nem a quem odiamos, muito menos a quem, supostamente, amamos.
(...)
- Não. Não posso. Não consigo. Dói muito ainda. Talvez tenha sido um erro, porque não estou preparada. Não estou.
segunda-feira, abril 11, 2005
 
Finalmente consigo fazer o que tanto me pediste. Sabes, penso tanto em ti. Tanto nas coisas que me pediste para fazer e eu era incapaz. Era até incapaz de compreender o porquê de não conseguir. Isso continuo sem entender, mas acho que consigo fazer o que me pediste. Talvez ainda não da melhor forma, mas de uma forma que se aperfeiçoa a cada dia que passa.
Às vezes penso: o que acontece se eu precisar de ti da mesma forma? Não posso ter-te, eu sei. Sabíamos disso quando deixámos as coisas evoluir para este lado, mas deixámos porque assim teve de ser. Foi inevitável. E, sabes que mais? Não me arrependo nada. Nada mesmo. Porque gosto tanto de ti que era impossível toda aquela distância exigida. Era impossível também para ti. Mas e se precisar? Custa-me imenso pensar nessa possibilidade. Eu sei o que me dirias. Dirias: não vais precisar. E se precisar?
quarta-feira, abril 06, 2005
 
Enquanto me perdi de mim... tanto tempo! tanto tanto!
Olhava no escuro do quarto fechado. Uma janela. Num canto. Uma janela sem estilo. O estore estava fechado. A cortina era apenas um cobertor que fingia ser o que não era. Tal com eu.
Sentada no canto, cabeça entre as pernas. Assim estava eu. Olhando no escuro do quarto fechado. A cabeça cheia de tudo e de nada. Muitas desesperanças. Muita dor.
O peito doía tantas vezes numa angústia que eu julgava normal.
O que é a normalidade? O que é?...
Não sou eu, nem quero ser. Mas aquela angústia, aquela porra daquela angústia... Porra!
Dói em mim. Ainda dói ao pensar. Ao lembrar aquele quarto fechado e escuro. A claridade estava lá fora, mas eu, naquela angústia, não a queria deixar entrar. Se me tivesses estendido a mão logo aí... se... se...
 
Deu-me!

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